A interação digital entre governos, empresas, cidadãos, consumidores e contribuintes, em todos os sentidos, atividades e possibilidades, tem um potencial revolucionário de desenvolvimento multidimensional, no campo social, econômico, ambiental e também institucional, na seara privada e pública. São serviços, demandas, negócios, cadastros, informações, atividades inteiras que passam a ter uma nova dinâmica, uma nova forma de serem pensados e gerenciados, a partir de uma base tecnológica digital, com ganhos exponenciais de escala e de qualidade, com quase infinitas possibilidades, onde as nuvens são o limite. Para tanto, é preciso entender este fenômeno como uma catapulta tecnológica que permite uma oportunidade de desenvolvimento ímpar, mas que também exige dos gestores mais responsabilidade e equilíbrio nos processos de mudanças e na escolha dos propósitos e valores que norteiam os caminhos destas ferramentas.   

  

Multidimensional

A revolução digital está promovendo, em ritmo exponencial, quebra de paradigmas em todos os setores: educação, saúde, segurança pública e de tráfego, negócios, fisco, gestão em geral, entre outros. É preciso avaliar o que ainda são verdades e parâmetros válidos em cada atividade. O que ainda se mantém essencial e o que se tornou obsoleto.

 

Ir sem ir

Acesso digital às diversas instâncias, setores e serviços dos governos é um gigantesco, revolucionário e eficaz programa de mobilidade urbana, pois permite a solução de problemas, o atendimento de necessidades gerais e demandas específicas, enfim, a ampla interação entre governos, empresas e cidadãos sem que haja deslocamentos físicos de qualquer tipo, com o esvaziamento das vias públicas. 

 

Ameaças

Os avanços e os ganhos da revolução digital nos governos não acontecem ou são seriamente comprometidos quando a burocracia, o corporativismo e a resistência das pessoas e grupos a mudanças atuam em favor de interesses individuais e miúdos.

 

Inclusão digital

As pessoas tem diferentes percepções, habilidades e limitações para lidar com celulares, computadores e afins, navegar no mundo digital e explorar as suas possibilidades. Quer por questões de educação – acesso a conhecimentos específicos, ou por deficiências físicas. O mundo digital precisa se adaptar a estas condições individuais, e não o contrário. As necessidades especiais de cada grupo precisam balisar a visão técnica para além do todo, tornando a navegação amigável para todos em geral e para grupos específicos em particular. 

 

Amigabilidade

Acessibilidade e inclusão digital estão relacionadas diretamente com a facilidade das pessoas comuns – não apenas profissionais, estudiosos ou iniciados, entenderem a linguagem e os passos usados no trânsito dentro dos ambientes digitais. Aqui, é enorme a responsabilidade dos profissionais de TI de criarem interfaces amigáveis, combatendo a aridez digital. 

 

Hardware 

Financiar e viabilizar acesso a computadores – notebooks e desktops, tablets e celulares tornou-se uma poderosa ferramenta de empoderamento social e desenvolvimento, por tudo que a inclusão digital significa na vida das pessoas, empresas e instituições. Deve ser uma prioridade no programa de governos, como uma forma de alavancagem social e econômica.     

 

Acesso à internet

Uma premissa para a inclusão digital da população como um todo, em todas as suas dimensões e vantagens, é uma base ampla de acesso à internet, com qualidade e capacidade de transmissão de dados, amplitude esta em termos tanto de territórios quanto de extratos socioeconômicos.    

 

Cidadania digital

O mundo digital pode potencializar e equilibrar também a nossa democracia, ao permitir mais opiniões, controle social e participação das pessoas nos rumos das nossas cidades e dos nossos governos.