A Polícia Civil prendeu um homem suspeito de ser o autor de mais de 20 ataques a caixas eletrônicos no Tocantins, Goiás e Maranhão. A prisão ocorreu nesta quarta-feira, 18, durante a operação Alligator, da Divisão Estadual de Repressão ao Crime Organizado (Deic) Palmas, que visava capturar o suspeito dos crimes. 

Conforme a Deic, a prisão ocorreu em Pequizeiro e com o suspeito estavam réguas, fita adesiva, cola, vários envelopes de depósito bancário utilizados no crime, em que o homem ‘pescava’ os envelopes com dinheiro em caixas eletrônicos. Também foi apreendido dinheiro, que não foi informado o quantitativo. O suspeito foi preso e encaminhado a Casa de Prisão Provisória de Guaraí.

Ainda durante a prisão do suspeito, a Unidade Especializada cumpriu mandados de busca e apreensão nas cidades de Delta (MG) e Goiânia (GO), em residências de pessoas ligadas ao criminoso que são suspeitas de lavagem de dinheiro.

Modus Operandi

Quando o suspeito se dirigia até um caixa eletrônico simulando realizar um depósito, para que a passagem destinada à inserção do envelope se abra. “Nesse momento é inserido um objeto em forma de régua com uma fita adesiva afixada em sua extremidade, a cola constante na fita, em contato com envelope de papel, faz com que o mesmo grude na régua, possibilitando, assim, que o marginal possa retirar um a um, do interior do terminal”, explicou  o delegado Eduardo Menezes, responsável pelo caso. Essa técnica é conhecida no meio criminoso como “pescaria” e "boca de jacaré”.

“Conforme se infere do exame de todos os boletins de ocorrências registrados, os dias da semana sempre são o domingo e a segunda-feira, logo ao amanhecer”, finalizou Menezes.  A opção por esses dias ocorre já que nestes dias os caixas eletrônicos têm uma maior quantidade de envelopes aguardando a conferência e posterior compensação financeira por parte do banco, além da pouca movimentação de clientes durante o período.

No Tocantins, a investigação da Deic começou em maio quando o suspeito teria cometido o crime em Araguaína, quando teria subtraído do interior de caixas eletrônicos dez envelopes com dinheiro e cheques. A investigação descobriu que em mais de 12 ações criminosas desse modus operandi ocorreram no Estado durante os meses de maio, junho, julho e agosto. Os crimes foram registrados em agências bancárias de Palmas, Guaraí e  novamente Araguaína. Na Capital, em junho, o suspeito teria atacado, em sequência, quatro agências bancárias de duas diferentes instituições financeiras. 

Posteriormente, o suspeito preso teria passado a cometer o mesmo crime em Imperatriz (MA). Além disso, ainda em 2020, o homem teria atuado em Goiás cometendo o mesmo tipo de ataque em pelo menos sete ataques contra agências bancárias.