Servidores administrativos da Unitins estão temerosos com a contaminação por Covid-19 após a requisição da instituição para que retornasse das atividades deixando o home office para jornada presencial, em escala reduzida de seis horas, no momento em que a curva de Covid-19 está em situação ascendente no Tocantins. 
 
A preocupação demonstrada por servidores ouvidos pela redação é por não haver desinfecção dos prédios. Também há queixa de que não estão sendo fornecidas máscaras para os servidores nem álcool gel disponível. Uma pessoa ouvida pela redação disse ter recebido apenas uma máscara descartável no primeiro dia de retorno.
 
Questionada se não é uma contradição convocar servidores para o retorno presencial quando há contaminação massiva e comunitária e pelas reclamações das condições de trabalho, a Unitins informou em nota que implementou um protocolo de limpeza e desinfecção "que compreende o uso de álcool 70%, água sanitária e demais produtos de limpeza com concentração e uso indicados pela Anvisa".
 
Segundo a assessoria, os servidores dos grupos de risco ainda estão em home office e o regime de revezamento de turnos é para os demais servidores. Para a Unitins, a escala evita aglomeração nos setores. Para higienização das mãos, a Unitins afirma ter disponibilizado sabonete líquido nos banheiros e papel toalha.
Quanto às máscaras, diz que o fornecimento é mediante solicitação do servidor.
 
A Universidade também afirma que comprou insumos ter a própria produção de álcool em gel em seus laboratórios e, quando não tiver estoque do produto industrializado, irá distribuir o de fabricação própria.