Uma pesquisa do médico infectologista Flávio Augusto de Pádua Milagres ganhou destaque em publicação internacional. O trabalho teve como objetivo mapear o Zika Vírus, com objetivo ajudar a desvendar a origem e a história epidêmica da infecção. A pesquisa teve duração de um ano e, segundo Milagres, já há resultados satisfatórios. “Conseguimos ampliar e continuar o monitoramento que observa o número de casos, identificando maior ocorrência de Chikungunya neste ano, além de conhecer a distribuição de doenças”, enfatizou. Milagres é professor do colegiado de Medicina da Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Oito pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP e do Instituto de Medicina Tropical são autores do artigo Establishment and cryptic transmission of Zika vírus in Brazil and the Americas. “Para tentar fazer a investigação dessas arborviroses houve esse convênio com a Universidade de São Paulo (USP) e isso viabilizou a identificação de uma série de amostras. O Tocantins tem capacidade de diagnóstico altamente qualificado”, enfatizou.

Milagres acrescentou ainda que como continuidade da pesquisa houve a parceria de Vigilância Epidemiológica entre o Estado, através do Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (Lacen), e a USP, para desenvolver ações de combate ao arbovírus. Milagres cursou mestrado no Instituto de Medicina Tropical da USP, onde a pesquisa teve início.

Para o professor, além da carreira acadêmica do profissional, a publicação também valoriza a UFT com o aumento dos índices de produtividade em pesquisa. “Ser um dos coautores do artigo publicado na Nature, que é uma revista de impacto mundial, mostra que, mesmo estando no Tocantins, nós podemos fazer parcerias e colaborar com o conhecimento de novas doenças a nível mundial”, enfatizou.

Resultados

O trabalho contou com a contribuição de vários países da América. Chegou-se à conclusão de que houve dificuldade na identificação do vírus, que já estava presente desde fevereiro de 2014, mas que demorou quase um ano para a confirmação do primeiro caso.

A Nature é uma das principais publicações científicas do mundo e seu espaço editorial é dedicado para apresentação de resultados de pesquisas realizadas em todo o mundo. A publicação é em língua inglesa.

No trabalho, os pesquisadores geraram 54 genomas parciais

ou totais do ZIKa vírus, a maior parte

deles do Brasil