Um empresário de 43 anos presenciou o atropelamento de um ciclista que faz entrega na noite de sábado, 12, próximo à feira da 34 Sul e decidiu seguir o motorista que não parou para prestar socorro ao entregador, Roni Silva, de 21 anos, que sofreu apenas arranhões. A testemunha seguiu o carro até ser guardado na garagem de uma residência na 108 Norte. De lá, o homem ligou para a Polícia Militar que repassou o caso para agentes da Guarda Metropolitana, que localizaram o motorista em sua residência e o prenderem em flagrante. O carro, um veículo Sandero, estava na garagem. 
 
Segundo o Boletim, o motorista Wildson Sousa Coelho, 27 anos, disse ao guardas lembrar de ter colidido em algo, mas não tinha visto o que era. Na delegacia, optou por ficar em silêncio.
Além do Auto de Constatação de embriaguez, a Polícia Civil autuou o motorista por lesão corporal no trânsito e embriaguez ao volante com base no relato das testemunhas, uma delas a irmã do homem que confirmou a embriaguez dele, conforme BO registrado na 1ª Central de Atendimento.
 
A vítima sofreu apenas arranhões e uma luxação no ombro e esteve na delegacia. A bicicleta ficou destruída. Segundo seu relato, ele fazia entregas quando parou a bike próximo ao canteiro que separa avenidas, na faixa externa de uma rotatória e após um carro parar, acender o pisca-alerta, o condutor sinalizou que cruzasse a via. Após pedalar poucos metros segundo a narrativa, ele sofreu o impacto e caiu. Ele passou por atendimento no pronto-socorro e liberado.
 
Após apresentação à Justiça, o motorista teve liberdade concedida pelo juiz mediante medidas. Ele vai comparecer mensalmente à Justiça para justificar suas atividades. Segundo o juiz Luiz Astolfo Amorim, ele não tem antecedente criminais e sua soltura não seria prejudicial à ordem pública.  Ele foi solto no domingo, por volta das 14h46min e vai responder em liberdade.