A goiana Izaura Figueiredo Mourão de 37 anos relatou momentos de desespero no dia 12 de dezembro do ano passado, após seu filho Guilherme Mourão de Almeida, que na época tinha 8 anos, passar a noite sozinho no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Eles vivem em Goiânia e o incidente aconteceu quando a criança estava indo passar as férias com o pai que mora em Roraima.

O menino faria uma escala na capital paulista, e mesmo sendo pago um valor adicional para que Guilherme fosse acompanhado por um funcionário da companhia, ele acabou ficando sozinho.

A mãe da criança afirmou que ficou quase 15 horas sem ter qualquer notícia sobre onde estaria o filho e ainda tinha que dividir o tempo cuidando do outro filho de 2 anos.

Na decisão concedida em primeira instância ficou definido um valor de R$12 mil, mas como a família recorreu esse número aumentou para R$20 mil. Ficou constatado pelo relator do processo que “é de incontroversa a falha na prestação dos serviços de transporte pela ré”.

A empresa Gol disse que não comenta ações judiciais.

Viagem

A secretária explicou que o filho, agora com 9 anos, já tinha feito a mesma viagem outras três vezes, porém por outras companhias áreas.

Segundo a mãe, Guilherme estaria aos cuidados de uma funcionária da Gol na sala de embarque. Assim, o menino deveria chegar a Boa Vista às 0 horas. Mas, às 23 horas, Izaura recebeu uma ligação da empresa afirmando que o voo havia sido cancelado e que Guilherme seria levado para um hotel, onde poderia passar a noite e se alimentar.

Já na manhã seguinte, Izaura tentou ligar para um número passado pela empresa, mas as ligações não eram atendidas, o que deixou a mãe desesperada.

Izaura então resolveu telefonar na central da empresa, entretanto, não sabiam dizer onde estava o filho, o que a deixou mais nervosa.

Após uma ligação gravada, a atendente passou o número de quem poderia estar com Guilherme, mas não sabia informar o nome da funcionária.

Izaura conseguiu falar com o filho somente às 15 horas do dia 13 de dezembro e descobriu que ele tinha dormido sozinho no chão do aeroporto e pela manhã é que uma pessoa o procurou.

Após toda a confusão, o menino conseguiu chegar ao destino e a empresa Gol estornou o valor de R$150 reais pagos pelo serviço de acompanhante.

Neste ano, Guilherme deve fazer a mesma viagem, mas por outra companhia aérea. Com o dinheiro da indenização a mãe disse que vai investir na educação do filho.