Pacientes do setor de oncologia do Hospital Geral de Palmas (HGP) reclamam que estão sendo deixados de ser medicados por falta de remédios oncológicos como Hydrea, Nilotinibe, Melfalanom e Meropenen, além de antibióticos nas demais unidades. O Hydrea, por exemplo, custa em média R$ 200 reais e os pacientes precisam tomar de 1 a 4 comprimidos por dia, também está em falta no maior hospital público do Tocantins.

Desde o dia 1º o JTo tem buscado explicações junto ao governo e tem sido ignorado quanto ao assunto, até a Secretaria de Estado da Saúde (SES) culpar os laboratórios pela dificuldade de comprar medicamentos. 

A pasta notificou 19 laboratórios farmacêuticos no Diário Oficial nº 5.701 de quinta-feira, 8.  Segundo a pasta, as 28 publicações de notificações ocorrem porque os laboratórios fornecem medicamentos essenciais ao tratamento de pacientes tocantinenses, mas não apresentaram propostas de vendas de acordo com a tabela da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Segundo o comunicado da SES, isso “está inviabilizando a compra de diversos medicamentos, para tratamentos oncológicos, renais e diabéticos”.

De acordo com a pasta, os laboratórios “terão o prazo de 48 horas para apresentar proposta válida, com valores dentro dos parâmetros estabelecidos pela tabela CMED, e ainda com detalhamento de forma de pagamento por nota de empenho, para aquisição do medicamento, sob pena de comunicação aos órgãos de controle, ao judiciário, além de outras medidas administrativas e judiciais cabíveis”.

Laboratórios notificados: 
1. Aspen Pharma
2. Astrazeneca
3. Baldacci
4. Bausch & Lomb – BL Indústria Ótica LTDA
5. Bayer
6. Boehringer Ingelheim do Brasil Química e Farmacêutica LTDA
7. Brainfarma
8. Cellera
9. Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.
10. Eli Lilly do Brasil
11. EMS S/A
12. Germed
13. Legrand Pharma
14. Lundbeck Brasil
15. Marjan Indústria e Comércio LTDA
16. Nova Química Farmacêutica LTDA
17. Novartis
18. Sanofi Medley
19. União Química Nacional