É época de boas novas, reunir a família, encontrar aquele amigo de antigamente. Tempo de desejar energias positivas para todos. O Natal mexe com emocional das pessoas, deixando-as animadas, nostálgicas, ou até indiferentes. Quando a data se aproxima, muitas pessoas se enchem de boa vontade, compaixão, afeto e amor. Com a casa toda enfeitada, a mesa farta e a família reunida, muitos também celebram a comunhão.

Para os cristãos, a festa religiosa comemorada no dia 25 de dezembro há mais de 2000 anos, simboliza o nascimento de Cristo, filho de Deus, enviado para salvar o mundo do pecado.

Religiosa, a professora aposentada Meire das Graças Giorni tem quatro manjedouras em casa em Palmas. Todos os anos, ela ornamenta a sua casa com materiais reciclados e elementos da natureza. Ela afirmou que a data não tem cunho comercial e que as pessoas devem se preparar espiritualmente, fazendo gestos concretos. “O Natal é simples, celebrando o nascimento, a fé em Cristo, a data nos mostra que é tempo de conversão e comunhão. Esse é o verdadeiro sentido do Natal”, pontua.

Meire acrescenta que não realiza ceias fartas, porque muitas pessoas perecem de fome durante a época. Então, segundo ela, é tempo de reflexão. “A caridade precisa ser feita durante o ano inteiro, não só no dia do aniversário de Jesus”, acrescentou.

Sérgio Felipe Andrade, de 20 anos, mora em Palmas e, desde que tinha cinco anos de idade, ele monta a árvore de Natal que o acompanha até hoje. Ele explicou que só se sente completo para o próximo ano se fizer esse ritual. “Todos os anos aqui em Palmas, sozinho, eu monto a árvore, decoro a casa e a encho de luzes. Essa época é de muita alegria e renovação pra mim, vai muito além do que é religioso e comercial”, afirmou Andrade que também separa o período para praticar caridade, doando roupas e brinquedos para crianças carentes.

Plantonistas

Conforme dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2012, aproximadamente 4,2 milhões de brasileiros que declaram pertencer a religiões que não comemoram a data. Além disso, existem pessoas que não comemoram a data por diversos motivos.

Profissionais que trabalham com regime de plantão, como médicos, policiais e bombeiros, deixam suas famílias durante a data para cuidar do bem estar das pessoas. Esse é o caso da técnica em Enfermagem Sueidylany Bispo Carvalho, que atua há mais de 20 anos na área. Ela trabalha no Hospital Geral de Palmas (HGP) e está escalada para trabalhar no Natal. A data, segundo Sueidylany, é como se fosse um dia normal. “Fico triste por estar longe da minha família, mas estou acostumada a não folgar em finais de semana e feriado. Porém, me sinto feliz por trabalhar e ajudar na saúde de outras pessoas, levando carinho e palavras de conforto”, explicou.

Para Núbia Alencar, psicóloga da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HGP, por natureza, hospitais são ambientes difíceis de lidar. “Esse é um momento de reflexão e as pessoas que ficam nos hospitais durante esse período tendem a se sentir muito angustiadas. O nosso papel é auxiliar para que esse momento seja menos difícil. Somos retroalimentados quando conseguimos ajudar essas pessoas. É gratificante”, ressaltou.

O tenente Resplandes, do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros do Tocantins, também está escalado para trabalhar durante o Natal. Ele relatou que a corporação, antes de atuar nas ruas, vai realizar uma ceia em celebração ao dia. “Estamos acostumados a trabalhar em regime de plantão e me sinto muito honrado em estar ativo para atender à população a qualquer momento, mas não deixamos de comemorar. Queremos que todos tenham um Natal com segurança”, enfatizou.