O Brasil teve mais um dia de recordes trágicos, com o registro de 2.798 mortes por Covid, o maior número de vidas perdidas em 24 horas de toda a pandemia. Há 18 dias consecutivos o país registra recordes de média móvel de óbitos, que agora chegou a 1.976.

O país chegou a 282.400 óbitos. Nesta terça-feira (16), também foram registrados 84.124 casos da Covid e, com isso, o total de infecções desde o início da pandemia chegou a 11.609.601.

O recorde de mortes anterior ocorreu na última quarta (10), com 2.349 mortes.

Já o recorde de média móvel de óbitos, da última segunda (15), era de 1.855. O país está há 55 dias com a média acima de 1.000 mortes por dia. Esse dado é um instrumento estatístico que busca amenizar grandes variações nos dados (como costumam ocorrer nos finais de semana e feriado).

O Brasil já ultrapassou a média móvel de mortes dos EUA, país que tem o maior número de óbitos e casos de Covid no mundo. Os americanos têm visto uma redução constante da Covid desde a posse do presidente democrata Joe Biden e com a avanço da vacinação.

Enquanto isso, o Brasil vive o pior momento da pandemia, sem sinais de luz no horizonte. As políticas nacionais de coordenação para enfrentamento são frágeis e a vacinação avança muito lentamente.

Diversos estados registraram recordes de mortes, nesta terça. Em São Paulo, foram 679 óbitos, no Rio Grande do Sul, 501, no Paraná, 307, em Santa Catarina, 167.

Nove estados têm recorde da média móvel de mortes. São eles: Acre (10), Goiáis (125), Mato Grosso (55), Mato Grosso do Sul (25), Paraíba (41), Rio Grande do Sul (253), Santa Catarina (113), São Paulo (400) e Tocantins (16).

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.