O Brasil já tem 124.716 mortes pela Covid-19. Nesta quinta-feira (3), foram registrados 817 óbitos pela doença e 44.728 casos. Dessa forma, o número de infecções, desde o começo da pandemia chegou a 4.046.150.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais. O balanço é fechado diariamente às 20h.

O jornal Folha de S.Paulo também divulga a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 858, o que mantém uma posição de estabilidade nos dados, embora com números elevados.

O Brasil tem uma taxa de cerca de 59,5 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos, e o Reino Unido, ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 57,1 e 62,6 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos, tem 52,2 mortes para cada 100 mil habitantes. A Índia, com 67.376 óbitos, também passou o Reino Unido em mortos pela Covid-19.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 20,6 mortes por 100 mil habitantes.

Dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quinta-feira (3) apontam 43.773 novos casos de Covid-19 confirmados nas últimas 24h, com 834 novas mortes.

Com isso, o total registrado no balanço federal desde o início da epidemia já chega a 4.041.638 casos, com 124.614 óbitos.

Ao contrário dos dias anteriores, a pasta não divulgou o total de mortes em investigação. Até esta quarta (2), eram 2.658.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.