Uma pesquisa divulgada Associação dos Jovens Empresários e Empreendedores do Tocantins (AJEE-TO) com 173 empresas ligadas a filiados mostra que a mais da metade delas (50,30%) se manteve aberta funcionando normalmente (11%) ou com equipe reduzida (39,30%) durante a pandemia. O levantamento on-line é do mês passado, entre 14 e 23 de abril. 
 
Outra parcela, de 47,40% dos consultados fechou as portas para atuar em home office (28,30%) ou fechou integralmente (19,1%) e apenas 2,3 não responderam à sondagem. 
 
Apesar de cerca de 78% dos entrevistados terem se mantido na ativa (somada home office, com equipe reduzidas e abertos normalmente) a maioria dos empresários registraram grandes prejuízos (62,4%) seguido de pequenos prejuízos (25,45) e apenas 9,2% estão estáveis, segundo a pesquisa. 
A pesquisa mostra ainda que apenas 40,50% mudaram de estratégia para driblar a crise. Dentro dessa fatia, a maioria (19,10%) adotou a tele-entrega. Houve 13,30% que optaram por outras estratégias, como criação de novos produtos ou eventos online e cerca de 8,10% partiram para o e-commerce. Os que não adotaram nenhuma estratégia compreende 30,6%.
 
As empresas consultadas apontaram demissão de funcionários em 46,2% com desligamento de um a dois funcionários em média, totalizando 190 pessoas demitidas. A pesquisa também aponta que 92,5% dos entrevistados acreditam que os prejuízos serão amenizados com a retomada das atividades.
Por meio da assessoria, o presidente da AJEE-TO, Renan Macedo, informou que buscará a gestão da capital e do Tocantins para tentar encontrar formas alternativas de crédito e “remodelagem do negócio neste momento tão difícil”. Segundo a assessoria, sobre o acesso a crédito, 35,8% dos ouvidos já buscou por crédito (empréstimos e/ou financiamentos) em instituição financeira e 37,1% não encontrou.