O período que compreende os meses de novembro a fevereiro é o que tem maior índice de afogamentos em todo o Brasil. A Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) calcula que esse número pode chegar a 44% dos casos.

Afogamentos são a segunda maior causa de morte de crianças com idade de zero a 14 anos, perdendo apenas para acidentes de trânsito. Os dados são da Organização Não Governamental (ONG) Criança Segura, que cruzou dados do Ministério da Saúde. Mortes acidentais por afogamento caseiro não são limitadas às pessoas com piscina em casa.

O tenente do Corpo de Bombeiros (CBMTO) Gilmar Martins Barros está na vida militar há 27 anos e afirma não ser raro casos de crianças que se afogam em balde durante uma desatenção momentânea. Em dois minutos de asfixia a criança perde a consciência. Em quatro minutos podem ocorrer danos irreversíveis ao cérebro. “O nosso tempo de resposta é oito minutos e nesse tempo acontece a fatalidade.” Ele relatou um caso recente em Palmas. “A mãe estava na sala e deixou o balde na cozinha com água para limpar a casa. A criança virou, por curiosidade, e acabou caindo”, relata.

Por sorte um bombeiro era vizinho, escutou os gritos da mãe tentando recuperar a criança e foi correndo. “A criança já estava acianótica, e ainda conseguiu reanimar a criança, e por causa disso ela não morreu”, comemora ao afirmar que em outro caso a criança teria morrido porque o afogamento acontece muito rápido e quando os bombeiros são chamados já pode ser tarde demais. A prevenção é a atenção.

Em locais abertos, como clubes, rios e praias, o tenente orienta a utilização de coletes salva-vidas. A ONG Criança Segura traz informações ainda que indicam o salva-vidas como o equipamento mais seguro para evitar afogamentos. Boias e infláveis podem estourar ou virar a qualquer momento. Fatalidades acontecem e há situações em que segundos podem significar horas. A atenção tem de se tornar constante quando há crianças na água.