Passava das 23 horas no dia 24 de abril, um sábado, quando Vilson Santos Silva, 50 anos, fechou seu boteco, o Bar do Magão, no centro de São Miguel. Mas havia um cliente e seu filho, de 17 anos, que queriam uma bebida. Só que pediram fiado – para pagar depois – o que Vilton negou. O rapaz não gostou da atitude do dono do bar e avisou: “hoje eu mato gente”. 
 
Bastante alterado pela bebida, o rapaz voltou a repetir a palavra em frente ao dono do bar, que estava na calçada, e rebateu que o adolescente “não tinha nada de valentão”. Não intimidou o adolescente que partiu em direção a Vilson Silva. 
 
Para se defender, o proprietário apanhou um cabo de vassoura e deu na cabeça do rapaz, que se enfureceu, sacou uma faca e esfaqueou o homem, num lugar fatal: as axilas.  Vilton recebeu socorro, mas morreu no Hospital de Imperatriz.
 
Quem narra essa história é o promotor de Justiça Elizon de Sousa Medrado em uma ação protocolada neste sábado, 19, na Comarca de Itaguatins. Conforme o boletim policial incluído na ação, consultado pelo JTo, assim que chamados para a ocorrência, os policiais militares encontraram o menor próximo ao bar, com um pedaço de madeira. Segundo o relato do documento policial, ele confessou a facada com o argumento de que o dono do bar havia ameaçado o pai dele. O pedaço de madeira seria para causar mais tumulto no bar. 
 
O documento relata ainda que uma tia do menor tentou segurar o rapaz na hora do ataque e acabou ferida na mão. A tia disse à polícia militar que o dono do bar tentou apenas acalmar os ânimos dos envolvidos.
 
O menor permaneceu internado provisoriamente desde o dia 25 de abril de 2021 e com o fim do prazo de 45 dias para este tipo internação no dia 8 de junho, quando o juiz Jefferson David Asevedo Ramos decidiu libertá-lo.
 
A promotoria pediu na ação deste sábado, à Justiça de Itaguatins, que o adolescente seja submetido a medida socioeducativa a ser determinada pela Justiça.  Para o promotor, o menor praticou uma conduta infracional análoga ao crime de homicídio, previsto no artigo 121 do Código Penal.