Ao responder questionamentos feitos por entidades ligadas ao setor econômico (Fieto, Fecomércio, Faet e CDL), sobretudo no que diz respeito à indústria da transformação e à valorização dos produtos no sentido de gerar riquezas, Márlon Reis (Rede) explica que esse assunto é a base do seu plano de governo. “Isso está no núcleo fundante do meu plano de governo, acontece que o Tocantins faz o oposto. Ele apostou no inchaço da máquina estatal a partir de medidas ilegais, por exemplo, a contratação de cabos eleitorais remunerados em massa pelo poder público para satisfazer o desejos de determinadas pessoas. Nós vamos reorientar a visão do Estado para que ele cumpra o seu papel, eu não sou defensor do Estado máximo e nem do Estado mínimo, eu defendo o Estado necessário para cumprir muito bem as missões que a Constituição lhe deu”, explica.

Dentre essas missões, afirma o candidato “não está a de promover a empregabilidade eleitoral dentro dos seus quadros em massa e de maneira injustificada, quem deve fazer isso é o empreendedorismo e a agroindústria é sinônimo disso”. Podemos atrair muitos investimentos se tomarmos as medidas necessárias, mas em primeiro lugar é preciso repensar a política tributária, nós temos impostos que afugentam os investidores, precisamos voltar a investir em infraestrutura, pois perdemos toda a capacidade de investimentos, precisamos recuperar isso”, argumenta.

De acordo com candidato, “nós precisamos exterminar a corrupção no governo e no tocante à iniciativa privada, pois são muitos os relatos de empresas que tentaram vir para cá, mas desistiram porque houve o pedido de propina, com isso empresas de outros estados e até de outros países deixaram de se instalar no Tocantins, fruto da cobiça de membros de governo. Adotadas essas medidas contra a corrupção, vamos poder reabrir o Tocantins para os investimentos, atrair muitas empresas e promover a industrialização do que nós já produzimos bem no campo”, promete. Sobre o que fará de imediato para a retomada da economia e o crescimento do Estado e se pretende implantar novas políticas de incentivo para a cadeia produtiva, o candidato diz que no seu entendimento, “o Estado tem se alimentado das riquezas produzidas pelo setor privado como maneira de manter e perpetuar uma gestão completamente caótica, baseado no clientelismo e quem paga o preço por esse inchaço artificial e indesejável é o empreendedor que por outro lado é tratado pelo governo como um vilão. Exemplo disso é a falta de estrutura e de orientação do Naturatins para que haja um andamento racional dos pedidos de licenciamento, sem licenciamento não há como se falar em investimentos, hoje temos casos de processos de licenciamentos que já duram dois anos, precisamos desburocratizar esse setor”, avalia.

Imposto

Questionado sobre o que irá fazer para reduzir a alta carga tributária do Tocantins, fruto de reclamações de empresários da indústria e do comércio, o candidato afirma que “o ICMS do combustível está na escala mais alta do País e o curioso é que um Estado que depende da logística do transporte pune esse setor com os maiores tributos, o Estado precisa arrecadar para manter e suprir os erros do passado e com isso, ele vem realizando uma série de gastos desnecessários e aumentando impostos para aumentar a arrecadação.

Nós pretendemos sim aumentar a arrecadação, mas não por essa linha, vamos aumentar a riqueza circulante do Estado, isso se faz inclusive com redução de impostos. Não prometo fazer isso no mandato tampão e nem sem estudos profundos de impacto, mas eu pretendo sim reduzir impostos no Tocantins, nós precisamos disso para reduzir custos, preços e fretes”, garante.

Indagado sobre o que acha do projeto Matopiba, Márlon disse que “é um dos principais, se não o maior polo agrícola do Brasil, ao mesmo tempo é também uma área observada por todos em virtude da necessidade de algumas cautelas ambientais, o que nós percebemos é que é possível expandir e muito a produção dentro da área do Matopiba e sem nenhum risco para o meio ambiente.

Realizamos estudos e concluímos que é possível dobrar a área plantada na região sem qualquer problema de natureza ambiental, isso como ponto de partida. Não é algo que se possa fazer em um mandato tampão, mas espera-se que para o próximo período que corresponde ao final deste ano e aos próximos quatro anos a área plantada no Tocantins cresça em torno de 50%. Vamos dinamizar os trabalhos do Naturatins, Itertins e Adapec para dar suporte a esse seguimento”, promete Márlon.