O STF (Supremo Tribunal Federal) negou nesta terça-feira (23) pedido de liberdade feito pelo ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, preso por tempo indeterminado nos desdobramentos da Operação Lava Jato.

A decisão foi da segunda turma do STF, responsável pelos casos sobre o esquema de corrupção da Petrobras.

Os ministros seguiram entendimento do relator do caso, ministro Teori Zavascki, de que Duque ainda oferece risco para as investigações.
"Apesar da presunção de inocência, a medida se justifica mediante a reiteração delitiva, colocando em risco as chances de as autoridades recuperarem o produto do crime", disse.

"O juiz de primeira instância [Sergio Moro] comprovou materialidade do indício de autoria das movimentações ocorridas em 2014. Renato de Souza Duque transferiu saldos milionários da Suíça para outros países, entre eles, o principado de Mônaco", completou.

A defesa chegou a alegar aos ministros que ele não oferece risco de fuga. "Ele foi preso em casa, com a família. Não há cabimento supor que ele fosse fugir", disse o advogado Renato de Moraes.

Apontado como um dos operadores do PT no esquema, Duque está preso há 11 meses no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Ele já foi condenado a 20 anos e oito meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.