No primeiro bloco do Debate da TV Anhanguera/Rede Globo, os candidatos apresentaram suas perguntas ao candidato ausente, Mauro Carlesse (PHS) e efetuaram perguntas entre si, buscando a apresentação de propostas nas áreas de saúde, educação e cargas tributárias.

Ao candidato Márlon Reis, Kátia Abreu (PDT) perguntou qual a proposta para reequilibrar as contas do Estado. Em resposta, Reis disse que “um dos motivos que estamos com recursos suspensos é que não temos condições financeiras que passa confiança, com nota baixíssima na Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O motivo é muito claro: corrupção e incompetência. É preciso, nesses seis meses, adotar medidas de redução de gastos, ações para aumentar receita”.

Em réplica, Kátia apresentou uma de suas propostas: “gastar menos, do que arrecadação. Caixa único, para revisar a nossa nota. E manter os serviços da dívida”.

Na tréplica, Márlon disse que “não é simplesmente incompetência que nos levou aqui, mas houve desvio de verbas. Por isso estamos nos colocando diante dos tocantinenses, com uma candidatura que escolheu o combate a corrupção como um ponto de partida” .

Ao Carlesse, Márlon Reis perguntou se o governador interino teve conhecimento “desse código de prática de abusar da máquina pública, fazendo com que servidores participem de atos eleitorais contra a vontade?”.

Já de volta à Kátia, Márlon questionou: “Quais são as medidas que pretende adotar para resolver a falta de efetivo na Polícia Militar?”

Resposta Kátia: “temos um problema sério de efetivo, que será resolvido com concurso público. Como não podemos fazer agora, uma alternativa é fazer o banco de horas, comprando as horas dos policiais, aumentando em até 50% o trabalho e também buscar todos os militares que estão em desvio de função e também ver com os PMs da reserva que ainda podem atuar. Precisamos, depois de outubro, cuidar dos concurso. E fazer um bom treinamento e organizar uma boa estratégia de inteligência”.

Réplica Márlon: “Concordo com o concurso, mas sobre o banco de horas, que já está em vigor, mas é paliativa e não tem resolvido”.

Tréplica Kátia: “O banco de horas existe, mas isso não foi implantando. Vamos colocar em prática um banco de horas voluntário, onde iremos comprar as horas desses policias, foi uma ideia da própria categoria”.

Segunda rodada

Logo após a essa primeira rodada, Amastha foi chamado ao púlpito para proferir a pergunta ao Carlesse, mas na ocasião ele criticou a ausência do governador interino: “Essa é a imagem do Tocantins, de ausência. Vamos resolver isso no primeiro turno”, e concluiu pedindo voto.

Logo após a situação, Amastha perguntou ao Mauro Lúcio sobre educação. Ao ex-prefeito de Palmas, o procurador da república respondeu que a educação “precisa passar por substanciosa reforma, nossos alunos não alcança os índices satisfatórios do Ideb e uma taxa de analfabetismo é de 16%. Precisamos de uma reforma de uma currículo, que atraia os jovens para o ensino, e também no ensino médio. Estado invista na educação infantil, dê condições aos pais condições de trabalho. Escola que tire a juventude da droga, que nosso governo a educação é prioridade”.

Em réplica, o Amastha destacou sua atuação na Prefeitura de Palmas: “como prefeito consegui superar muitos desafios, tivemos um dos melhores índices do Ideb entre as capitais. Porém, quando entregamos esses jovens para o Estado, o rendimento não era tão bom”.

Na tréplica, Mauro ressaltou que irá “investir na escola infantil, melhorar o ensino básico e investir muito no ensino médio, para que ele saia preparado. Temos problema de falta de recurso, de fatal de qualificação e de democracia nas escolas”.

Terceira rodada

Para iniciar a terceira rodada, Mário Lúcio Avelar ressaltou o fato de que Vicentinho “apoia um dos presidentes mais impopulares e também é apoiado pelo governador cassado. O PR é um dos partidos mais envolvidos na Lava Jato e responde investigação no STF. Como o senhor pretende governador com ética e moralidade?”

Em resposta, Vicentinho ressaltou que Mário Lúcio “fez duas denúncias contra mim, quando era da Mesa Diretora do Senado, e tenho em mão a certidão de nada consta do TRF-1 e o STF. Não é verdade e não procede, o senhor se refere de forma caluniosa. Sobre o apoio, não sou do mesmo partido do Temer ou do Marcelo Miranda, não conheço nenhum apoio. Vim aqui fazer um debate propositivo”.

Na réplica, Mário Lúcio destacou que “o Tocantins ocupa as páginas e as manchetes com notícias de corrupção. O senhor responde inquérito no STF por ter recebido valores indevidos na Valec”.

Na tréplica, Vicentinho disse: “Se eu respondesse, não teria essas certidões. Não participei de nenhum governo”.

Quarta rodada

No início da quarta rodada, Vicentinho dirigiu sua pergunta ao candidato ausente, Mauro Carlesse: “Espero que esse debate, o Tocantinense está aguardando de nós as propostas para melhorar a vida da pesquisa. Agora responder ofensa de quem tem 1% nas pesquisas é demais”.

Então o senador solicitou a presença de Marcos Souza no púlpito para pergunta-lo qual sua prioridade no Governo. Marcos Souza respondeu, então, que “o governo tem uma série de prioridades, que foram deixadas de lado nos últimos. Nossa prioridade zero é a saúde, no nosso primeiro dia de Governo estaremos no Hospital Geral de Palmas dando solução, acabando com a corrupção em todos os seguimentos. Vamos fechar os registros da corrupção. Lamentavelmente, os nossos governantes estão deixando o Tocantins de lado, verbas estão vindo e não sabemos para onde estar indo o dinheiro. Temos o caso do Plansaúde, consignado e do Igeprev, dinheiros são recolhidos dos servidores e não repassado a quem devido”.

Na réplica, Vicentinho destacou: “Priorizar o nosso estado é manter o equilíbrio fiscal e cuidar das pessoas. Pois estamos sendo eleito para seis meses, cuidar da saúde e educação e fazer o melhor possível. Nós iremos para o governo para cuidar das pessoas”.

Na trépica, Marcos Souza estendeu: “Entendemos que nenhum estado aguenta os desmandos que estamos vendo no Tocantins, temos candidatos que está sub judice sim e preciso avaliar quem realmente pode disputar as eleições, sendo que apenas dois candidatos estão realmente em condições de disputar”.

Quinta rodada

Foi a vez, então, de Marcos de Souza fazer sua pergunta ao Carlesse: “Queria dizer ao governador interino da sua falta de compromisso com a sociedade, que não é o seu forte, tem cumprindo com sua pensão alimentícia ou foi impedido de participar desse debate?”

E seguiu para o Carlos Amastha: “O que pretende fazer com relação a carga tributária do Tocantins? Tendo em vista que foi o campeão em subir o IPTU de Palmas”.

Ao passo que Amastha respondeu: “O maior problema de Palmas foi os vazios urbanos. Precisamos entender é que vamos fazer política tributária e não só arrecadação e gastar de forma ineficiente. Não podemos amis falar em imposto, vamos juntar o empresariado por meio do Conselho econômico, e não falar de aumento dos impostos. Temos que pegar os setores estratégicos para que revitalize, que se desenvolva”.

Na réplica, Marcos ressaltou: “O senhor tem a habilidade de distorcer a realidade, mais aumentou imposto, obras superfaturadas, sem respeitar o cidadão, aumenta tarifa de ônibus, impõe estacionamento pago”.

Amastha triploicou: “O senhor desconhece a realidade de Palmas, sou muito bem avaliado nessa cidade. Melhor educação, melhor saúde, universalizou o tratamento de esgoto. Temos orgulho que fizemos por Palmas e vamos fazer o mesmo pelo Tocantins”.

O debate segue na segundo bloco.