A comissão provisória do PV em Augustinópolis entrou com uma ação para que a justiça eleitoral reconheça a infidelidade partidária de dois suplentes e dois vereadores reeleitos nas eleições de novembro, impeça a posse deles no dia 1º de janeiro e convoque os suplentes para as vagas.

O estatuto do partido proíbe que candidatos a qualquer cargo apoiem candidatos de outros partidos se for caso de coligação aliada.

Segundo a petição, assinada pela advogada Alani Fernandes, Jarbas Fernandes (Cabeção), Solange do Donizete, João do Açougue e Vanderlei Arruda se insurgiram contra a candidatura a prefeito de Giltão (PV) e participaram de todos atos de campanha pedindo voto para o prefeito Julio Oliveira (SD).
Giltão ficou em terceiro na disputa com 514 votos (5,5%) atrás do prefeito, derrotado com 4.224 votos (45,5%) e do vencedor, Antônio do Bar (PSC), eleito com 4.281 votos (46,1%).

A petição do partido inclui uma mensagem divulgada pelos candidatos em uma caminhada com o prefeito. “Bom dia a todos, aqui é PV de Augustinópolis, tamos numa caminhada com Júlio Oliveira aqui no Bairro São Pedro, Vote no PV João do açougue, Vanderlei Arruda, Cabeção e Solange do Donizete...estamos juntos com 77, estamos firmes aqui o quarteto do PV, aqui estamos juntos com Júlio Oliveira é o 77, vamos a vitória”.

O PV também abriu processo administrativo disciplinar contra os quatro e pede uma decisão urgente “com o imediato impedimento de diplomação e posse dos eleitos, antes de qualquer análise de mérito”. 

Cabeção (PV), 376 votos, segundo mais votado da cidade e Solange alcançou 232 votos. O suplente João do Açouge teve 180 votos e Vanderlei Arruda, 102.

Para o partido, os quatro não cumpriram “com o dever constitucional de observância do princípio da fidelidade partidária” e pede uma decisão liminar em que a Justiça reconheça a infidelidade partidária, decrete a perda do futuro mandato e convoque os suplentes para a posse do dia 1º de janeiro.

O JTo não conseguiu contato com os citados na ação.