O ex-ministro de Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, rebateu as acusações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro de que teria ‘obstruído’ as apurações sobre o caso Adélio Bispo, que atualmente investigam a hipótese de supostos mandantes do atentado contra o presidente, em setembro de 2018.

Moro prestou depoimento em Curitiba no último sábado, 2, no âmbito do inquérito instaurado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar as acusações de que Bolsonaro interferiu politicamente na Polícia Federal. O relator do caso é o ministro Celso de Mello.

Durante pronunciamento, Bolsonaro acusou Moro de não ter priorizado as investigações sobre sua facada.

À Polícia Federal, o ex-ministro afirmou que a PF de Minas fez ‘um amplo trabalho de investigação e isso foi mostrado ao presidente ainda no primeiro semestre do ano de 2019’ durante reunião no Palácio do Planalto com a presença do ex-diretor-geral da corporação, Maurício Valeixo, o superintendente em Minas e delegados responsáveis pelo caso.

As informações deste caso, excepcionalmente, foram repassadas à Bolsonaro devido à sua condição de vítima e por ser um caso de Segurança Nacional.

Moro relatou que o presidente tinha ‘pleno conhecimento’ que as investigações sobre supostos mandantes do crime estavam travadas por ‘óbice judicial’ e que, sem a conclusão das apurações, ‘não é possível concluir se Adélio agiu ou não sozinho’.