Quem observar as emendas parlamentares publicadas na Lei Orçamentária Anual (2019) aprovada no dia 28 de março perceberá que não há nenhuma emenda de deputado que deixou o parlamento, como Stalin Bucar (PR), Solange Duailibe (PT), José Bonifácio (PR), entre outros.

Embora a proposta orçamentária estivesse em tramitação quando eles deixaram o parlamento, a Casa entrou em recesso sem votar o orçamento anual. 

No regresso e na votação da nova proposta encaminhada pelo Executivo, em razão da reforma administrativa, o parlamento simplesmente ignorou as emendas que os deputados em exercício do mandato haviam assegurado.

Assim, já aparecem no orçamento as emendas dos novatos Cláudia Lelis (PV), Fabion Gomes (PR), Issam Saado (PV), Ivory de Lira (PPL), Jair Farias (MDB), Leo Barbosa (SD), Júnior Geo (PROS) e Vanda Monteiro (PSL).

Dos ex-deputados, a coluna conseguiu ouvir Stalin Bucar, que está furioso. “Isso é uma manobra desleal, desonesta, porque isso é desonestidade”, diz.

"Depois que os antigos deixaram a assembleia, o relator não acatou as emendas que os deputados em exercício do mandato haviam assegurado. Tecnicamente os novos deputados não poderiam colocar emendas impositivas na época que o orçamento ingressou na Assembleia, apenas em 2020. Quem tinha direito era quem estava no exercício do mandato", completa.

Stalin ameaça judicializar a indaga. "Vou entrar na justiça para garantir as minhas emendas, porque nunca brinquei de fazer política", diz.