Honrar compromissos de gestões anteriores é uma das garantias do candidato a governador Carlos Amastha (PSB) caso seja eleito em 7 de outubro. Em sua avaliação, independente de quem tenha assumido o compromisso, o fez como governador legitimamente eleito. “Tudo que é devido pelo Estado, todos os compromissos precisam ser cumpridos”, afirma. Ele usa esta premissa em resposta a questionamentos de diversas áreas, como as questões dos sindicatos dos Servidores Públicos do Estado (Sisepe) e dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet), sobre a recuperação dos passivos da administração pública estadual com seus servidores.

Para avalizar a afirmação, ele utiliza como exemplo sua gestão à frente da Prefeitura de Palmas. “Nossa Capital é a única cidade que pagou a data-base a partir de janeiro”, exemplifica.

Amastha reforça que esse entendimento de honrar compromissos é necessário para resgatar a credibilidade do Estado. Para ele, um governador precisa ser competente, focado e responsável.

Entre as medidas que prevê para iniciar a recuperação da economia, o candidato explica que pretende investir em obras e conseguir ser competitivo. “A gente tem que virar esta página, mostrar para a iniciativa privada que o Tocantins é viável”, diz respondendo questionamentos da Federação da Indústria e da CDL.

O governadoriável afirma que conhece o caminho das pedras para o fortalecimento da economia e que pretende usar sua experiência na iniciativa privada para destravar o desenvolvimento no Estado. “Particularmente pra mim não é uma coisa difícil, fazer, criar condições para desenvolver a economia. Com dois projetos sendo executados já vamos respirar”, diz ele, alegando que hoje no Tocantins não existe nenhum projeto acontecendo e que o Estado é praticamente a única fonte de renda para a população.

Em sua contabilidade, dos 139 municípios tocantinenses, em cerca de 90 os empregadores são o poder público estadual e municipal. “Quando muito, nas cidades que têm posto de gasolina ainda há algum emprego privado”, constata.

Atual gestão

O candidato não poupou críticas ao seu opositor e atual governador do Estado, Mauro Carlesse (PHS). Segundo Amastha, o governo vem rolando uma dívida - que por sua vez herdou do antecessor - com o Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (Igeprev) que já teria sido renegociada por mais de 200 vezes. “O Governo do Estado pega o dinheiro do servidor, gasta ninguém sabe onde”, diz Amastha. Ele afirma que já faz sete anos que o Estado só consegue o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP) na Justiça. “Pra mim isto demonstra o total desrespeito com o servidor”, critica.

Saúde

Sobre a saúde do Tocantins, Amastha classifica que atualmente o Estado vive uma situação de caos e que não é restrito ao Hospital Geral de Palmas, onde os problemas ficam mais evidentes. Em resposta a questionamentos do Conselho regional de Medicina (CRM), ele diz que é preciso fortalecer os hospitais regionais do interior do Estado. “Este é um problema catastrófico e geral. A gente precisa terminar as obras dos hospitais regionais de Gurupi e de Araguaína e dar condições de trabalho ao servidor da saúde”, afirma. Mas, para Amastha, o problema da saúde no Tocantins não é de falta de recurso e sim de gestão. “A saúde é mais que os hospitais. Precisamos interiorizar a saúde, levar o melhor atendimento até o cidadão, para que ele não precise se deslocar até Palmas, Araguaína ou Gurupi para conseguir atendimento”, garante.

O ex-prefeito da Capital critica a falta de leitos de UTI neonatal e a incapacidade do Estado de atender recém-nascidos com cardiopatias, que já levou à morte de pelo menos oito bebês este ano. “Estas situações geram judicialização. O custo de um movimento deste já justificaria a contratação de um especialista”, afirma

Amastha também diz que com a instalação da unidade do Hospital do Câncer de Barretos em Palmas, a demanda por este tipo de tratamento deve ser desafogada pelo menos no médio prazo. Ele criticou ainda a informação do governo do Estado de que diminuiu a fila de cirurgias eletivas e ainda o fato de pacientes serem alojados nas salas de triagem do Hospital Geral de Palmas.

Educação

Na educação, Carlos Amastha diz que é favorável à eleição de diretores, desde que indicados de uma lista criteriosa. ”Nunca tive ambição de colocar diretor, mas defendemos como parâmetro o índice alcançado por Palmas no Ideb, de 6,8. O Tocantins não atingiu a meta para 2º ciclo do ensino fundamental nem no ensino médio. Insisto, não é falta de recursos e sim de gestão”.

Amastha diz que pretende ampliar para o Estado a experiência da oferta de cursinho pré-vestibular para os estudantes para que eles concorram em pé de igualdade com os estudantes da iniciativa privada e os que vêm de outros estados para prestarem vestibular. “A educação não é objetivo, nem prioridade, é obsessão”, classifica.

Segurança

Sobre a segurança pública, o candidato diz que pretende destravar o concurso da Polícia Militar que está judicializado ou cancelar e fazer um novo. Respondendo a questionamento da Associação dos Oficiais Militares, Amastha critica a forma das promoções do efetivo e diz que em um eventual governo elas terão critérios preestabelecidos. O candidato do PSB diz ainda que é preciso reconhecer o trabalho de quem lida diariamente com situações de risco e que a categoria merece um olhar especial.

“Não em detrimento de outras categorias, mas eles precisam ser olhados com cuidado especial”, afirma.