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Procuradoria critica ausência de prestação de contas do 1º turno

Procurador vê dificuldade para fiscalizar financiamento das campanhas; Vicentinho forneceu ao JTo dados parciais de receitas e despesas

ELIAS_OLIVEIRA
Manzano vê prejuízo ao eleitor pela falta de dados de financiamento

Resolução baixada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO) regulamentando as eleições suplementares no Tocantins prevê, em seu artigo 40, parágrafo único, que os candidatos que disputarem o segundo turno devem apresentar as contas dos dois turnos no dia 27 de junho, três dias após a votação.

Por essa razão, as coligações “Governo de Atitude”, do governador interino Mauro Carlesse (PHS) e “A Vez dos Tocantinenses”, de Vicentinho Alves (PR) não têm os dados de receitas e despesas do primeiro turno disponíveis ao público.

Para o Procurador Regional Eleitoral, Álvaro Manzano, a ausência de contas dificulta a fiscalização da campanha. “Dificulta muito a análise e o acompanhamento da arrecadação e gastos da campanha, porque todas as informações só serão disponibilizadas após as eleições, com muito pouco tempo para a auditoria”, explica.

De acordo com o procurador, o prejudicado é o eleitor. “Isso é muito ruim para o processo eleitoral, porque o eleitor não é informado previamente sobre quem financia a campanha”, completa.

transparência

Mesmo a não prestação tendo previsão legal, o JTo pediu aos dois candidatos os dados das doações efetuadas no primeiro turno,

A coligação de Vicentinho informou ter tido receita de R$ 2,750 milhões, sendo R$ 2 milhões doados pela Direção Nacional do PR e R$ 750 mil pelo próprio candidato “Recursos declarados previamente para a Receita Federal e para a Justiça Eleitoral”, diz. As despesas foram de R$ 2,730 milhões, desse valor, o maior montante foi para publicidade, com R$ 640 mil.

A coligação de Carlesse não quis fornecer os dados e disse que prestou contas do 1º turno “dentro do prazo estabelecido” e os “valores serão tornados públicos assim que a Justiça Eleitoral fizer essa divulgação”.

A coligação informou apenas que o principal doador do primeiro turno foram os partidos políticos que compõem a coligação Governo de Atitude (PHS/DEM/PTC/PRB/PMN/PP/PPS). Questionados também sobre o valor total das receitas e das despesas do primeiro turno reforçou que “os valores serão tornados públicos pela Justiça Eleitoral”. A Justiça Eleitoral agora vai analisar as contas que depois serão julgadas pela Corte. Se houve indício de irregularidade pode requisitar informações adicionais ou determinar diligências específicas.

prestação de contas final da suplementar será no dia 27 de junho, três dias após a votação do segundo turno

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