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Sob “tema livre”, terceiro bloco é marcado por acidez e provocações

Carlos Amastha agradeceu ao candidato Mário Lúcio ao ser chamado para responder: “o povo do Tocantins quer me ouvir e ninguém me pergunta”, disse

Elias Oliveira

O terceiro bloco do Debate da TV Anhanguera/Rede Globo que acontece na noite desta quinta-feira, 31, foi marcado por ser “tema livre”, ou seja, os candidatos poderiam apresentar perguntas entre si sobre o tema que desejasse. Para iniciar a rodada, o mediador Júlio Mosquéra, chamou o candidato Márlon Reis, que convidou Vicentinho Alves para responder sua pergunta. Confira abaixo a transcrição do bloco:

Márlon Reis para Vicentinho Alves: “O que o senador pensa da Lei da Ficha Limpa”?

Vicentinho: “O senhor sugeriu a lei, mas eu votei a lei, pois eu estava na Câmara Federal. Sou totalmente de acordo”.

Reis: “Não só o senhor, como seu coordenador de campanha, não votaram como tinham uma estratégia para não votar a lei. E o senhor tem entre os seus apoiadores Marcelo Lelis e Marcelo Miranda, que estão inelegíveis”.

Vicentinho: “Consta nos anais da Câmara Federal que votei”.

Vicentinho Alves para Marcos Souza: “Qual sua prioridade para o agronegócio”?

Souza: “Temos como vocação o agronegócio, temos a nossa Agência de Fomenta, que nenhum momento financiou o pequeno produtor rural. Os grandes, os nossos governantes atrapalham, quando não mantém as estradas bem cuidadas. Fomos há um frigorífico onde tinha caminhões parados há dias por falta de um agente para assinar um documento. Seremos parceiros da iniciativa privada, que é uma forma de investir no trabalhador”.

Vicentinho: “Somos parceiros do agronegócio, mas também focaremos na agricultura familiar. Vamos atuar com o Ruraltins, articular com o Banco do Amazônia, e investir forte na agricultura familiar”.

Souza: “A mola mestre do nosso País é a agricultura, e temos que trata-la com respeito. Podemos investir em suinocultura e nos projetos que estão jogadas às traças”.

Marcos Souza para Márlon Reis: “O que o senhor pretende fazer na educação do Tocantins com relação ao atendimento dos jovens”?

Reis: “O Tocantins deve muito a sociedade, vejo uma educação empreendedora, para o civismo. Não vejo a escola se metendo sobre orientação sexual das crianças, nem atuando sobre qualquer extremismo. Sou uma pessoa de formação profunda no diálogo”.

Souza: “Não é o que o seu partido representa e nem sua presidente nacional. Precisamos investir no nosso jovem, no ensino profissionalizante, dando condições para ele estar preparado para o mercado de trabalho”.

Reis: “Aproveito para dizer que essa divisão entre esquerda e direita é um debate ultrapassado, essa é a visão da Rede. Eu sou um centroavante. Entrei um partido que não me impõe conduto alguma”.

Kátia Abreu para Mário Lúcio Avelar: “Estamos vivendo tempos de terror, 55% estão abaixo da pobreza, sendo 200 mil pessoas na extrema pobreza . O que pretende fazer”?

Avelar: “Investir em empresas que possa produzir no Estado e baratear os produtos e também gerar emprego. Temos que investir em educação, educação profissionalizante. Ter projetos para gerar renda e pobreza”.

Kátia: “Em curto prazo, temos que ter outras ações. Vamos fazer a busca ativa, para garantir alimentos, gás de cozinha e implantar o aluguel social. E vamos descobrir na saúde o que elas precisam”.

Avelar: “O Estado precisa investir em uma educação, na saúde, na geração de emprego e renda. Que o Estado dê as condições mínimas para resgatar a dignidade econômica do Estado”.

Mário Lúcio Avelar para Carlos Amastha: “Tem se apresentado como um representante da nova política. Mas o senhor também coleciona vários notícias de corrupção como prefeito. O que fará de fato”?

Amastha: “Muito obrigada pela pergunta, pois o povo do tocantinense quer me ouvir, mas ninguém me pergunta. Vocês vão ver, ao entrar na política, que serão alvos de muitas coisas. Nunca vão encontrar situação em que pagaram alguma vantagem financeira para mim”.

Avelar: “Torço para que o senhor não seja responsável pelas denúncias que estão surgindo. Povo do Tocantins deve eleger um candidato que não tenha qualquer outro compromisso subalterno”.

Amastha: “Concordo, por isso larguei a minha vida empresário para fazer política. O homem é limpo, é honesto e ainda faço acontecer. Vejo tudo que estão debatendo eu já fiz em Palmas”.

Carlos Amastha para Mário Lúcio Avelar: “Nossa conversa não é de compadre, é debate mesmo. O que podemos imaginar de infraestrutura”?

Avelar: “No primeiro temos que recuperar a nossa capacidade de investimento, sem um equilíbrio financeiro, não vamos ter como fazer investimentos. Precisamos de uma iniciativa privada pungente, que possa gerar riquezas. Um Estado com educação, com pessoas preparada, com educação tecnológica. O Tocantins recebeu diversos recursos para rodovias, hidrovias e ferrovias, mas milhões foram desviados. Precisamos combater a corrupção”.

Amastha: “tanto dinheiro, e as desgraças das emendas somente. Fizemos muita coisa de turismo em Palmas, e vamos fazer isso no Tocantins”.

Avelar: “Precisamos avaliar, formar e acompanhar as políticas públicas, combater a pobreza e gerar renda”.

No momento, a TV Anhanguera/Rede Globo exibe o quarto e ultimo bloco, com temas sorteados no momento.

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