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Kátia Abreu joga vinho em José Serra durante jantar

O que era para ser uma "confraternização natalina" entre parlamentares da base e da oposição, acabou em barraco.

ECB/Divulgação
Kátia Abreu e José Serra em evento da CNA em 2010

O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), recebeu cerca de 40 senadores da base e da oposição, além do vice-presidente Michel Temer sem sua residência para um jantar de fim de ano na noite de quarta-feira (9), em Brasília. O que era para ser uma "confraternização natalina", acabou com vinho na cara entre ministra e senador de oposição.

A senadora tocantinense Kátia Abreu, atual ministra da Agricultura, estava conversando com parlamentares em uma roda quando o senador paulista José Serra apareceu e disse. "Kátia, dizem por aí que você é muito namoradeira". O presidente do Senado, Renan Calheiros, tentou abafar a situação. "Serra, a ministra se casou neste ano".

Incomodada com a frase, a ministra retrucou. "Você é um homem deselegante, descortês, arrogante, prepotente. É por isso que você nunca chegará à Presidência da República". Não satisfeira, ela continuou. "Me respeite que sou uma mulher casada e mesmo quando solteira, ao contrário de você, nunca traí", teria dito a ministra, segundo testemunhas.

Em entrevista a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, Kátia disse que após a troca de "acusações", ela jogou vinho vinho na cara do senador e completou. "Nunca lhe dei esse direito nem essa ousadia. Por favor, saia dessa roda, saia daqui imediatamente". Serra obedeceu, saiu da roda, mas foi um dos últimos convidados a deixar o jantar na madrugada de hoje.

A assessoria do senador informou que ele não vai falar sobre o caso.

Já a ministra confirmou o acontecido em seu perfil oficial no twitter. "Reagi a altura de uma mulher que preza sua honra. Todas as mulheres conhecem bem o eufemismo da expressão namoradeira".

A ministra e o senador estão hoje em lados opostos. Kátia é amiga pessoal da presidente Dilma e contra o impeachment e Serra luta pela aprovação do impeachment. "Imagina se vou brigar com colega por causa de bandeiras diferentes que cada um possa ter. E eu fiz campanha para o Serra à Presidência em 2010, um campanha derrotada, que sempre apoiei."

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