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Mídia e transporte dominam despesas

Produção de programas eleitorais para rádio, televisão e peças impressas consumiu mais de R$ 3,6 milhões no primeiro turno da Eleição Suplementar do TO

Elias Oliveira

53% das despesas dos 5 candidatos derrotados no 1º foram em marketing. contas de carlesse e vicentinho sairão após segundo turno

A depender do ponto de vista de quem olha, o marketing, no sentido mais amplo, foi o grande filão e também grande vilão do primeiro turno nas Eleições Suplementares. Para calcular os gastos da campanha, o JTo agrupou como despesa de “marketing” a produção de programas de rádio e televisão, além d e publicidades impressas e adesivada, os atos ligados à promoção da candidatura e criação de jingles, slogans e internet. Essa rubrica se constitui a principal despesa do total de R$ 6,9 milhões totalizados nas prestações de contas dos candidatos derrotados no 1º turno, dia 3 de junho. Ao todo, Carlos Amastha (PSB), Kátia Abreu (PDT), Marcos Souza (PRTB), Mário Lúcio (PSOL) e Márlon Reis (Rede) gastaram mais de R$ 3,6 milhões em marketing. Isso, considerando a prestação oficial entregue ao Tribunal Superior Eleitoral. O gasto equivale a 53% do total geral e representou para as coligações o grande vilão das despesas. Por outro lado, o percentual indica que as eleições suplementares significaram um filão extra - antes de outubro- para as empresas do setor.

O maior gasto em mídia foi de Kátia Abreu, com mais de R$ 2 milhões e consumiu 49% do total de despesas da coligação, de R$ 4,1 milhões, valor mais próximo do limite de gastos fixado pela Justiça Eleitoral, de R$ 4,9 milhões para o 1º turno.

Amastha gastou R$ 1,3 milhão correspondente a 56% do total de sua despesa, de R$ 2,4 milhões. Márlon Reis gastou R$ 177 mil (53% dos R$ 248 mil totais), Mário Lúcio R$ 88,8 mil ou 86% dos R$ 102,6 mil gastos e Marcos Souza, 100% dos R$ 12,1 mil.

Transporte

A segunda despesa principal é o custo com transporte, incluindo locação e combustíveis. Nessa despesa, foram reunidos os gastos com transporte ou deslocamento, aluguel de veículos, combustíveis e doações estimadas em locação de veículos. O custo total passou de R$ 1,3 milhão para os cinco candidatos, consumindo cerca de 19% do total.

Nesse grupo de despesa, a campanha de Kátia Abreu consumiu R$ 819, 9 mil, ou 20% do total da coligação; Carlos Amastha, que usou ônibus e avião, R$ 479,1 mil, também 20% do total da coligação. As despesas de Márlon nesse grupo somam R$ 8,3 mil, ou 3,3% do total e de Mário Lúcio, R$ 2,7 mil ou 2,7% do total.

PESSOAL E MILITÂNCIA

A terceira principal despesa das eleições são os gastos com pessoal e os custos para as atividades de mobilização de rua. Nesse grupo, foram reunidos as contratações oficiais prestadas como despesas com pessoal e os valores pagos ou estimáveis para mobilização de rua.

Essa despesa consumiu mais de R$ 1 milhão das candidaturas e corresponde a 15% do total.

Kátia gastou R$ 743 mil nessa despesa, o equivalente a 18% do total. Amastha outros R$ 311, 8 mil (13% do total). Márlon gastou R$ 4 mil com pessoal (1,61% do total) e Mário Lúcio declarou apenas R$ 600 (0,6%).

Custo do voto

O JTo calculou o custo médio do voto, considerando as despesas totais contratadas e o número de votos obtidos. No geral, com R$ 6,9 milhões totais, o custo médio de cada um dos 276.744 votos dado aos cinco candidatos foi de R$ 25,10.

Tomado individualmente, cada um dos 90.033 votos de Kátia custaram R$46,43.

Os 3.862 votos de Mário Lúcio saíram a R$ 26,31 cada.

Carlos Amastha teve cada um dos 123.103 votos ao custo médio de R$19,52.

Para Márlon Reis, cada um 56.952 votos custou R$4,37 e Marcos Souza teve o voto mais barato, ao gastar R$ 4,36 por cada um de seus 2.794 votos.

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