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Polícia encontra digitais do possível assassino da vereadora Marielle e do motorista Anderson

Segundo os investigadores, fragmentos são parciais, mas podem ser comparadas às de um eventual suspeito

Reprodução/Facebook Oficial

A Polícia identificou parciais das digitais do assassino ou da pessoa que municiou a arma usada no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, no dia 14 de março, no Rio de Janeiro. Elas foram encontradas em cápsulas achadas por peritos na esquina das ruas João Paulo I e Joaquim Palhares, no Estácio. As informações foram publicadas em uma reportagem do jornal O Globo.

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Segundo divulgado pela reportagem, os especialistas examinaram nove cápsulas: oito do lote UZZ 18, vendido pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) em dezembro de 2006 para o Departamento da Polícia Federal em Brasília e distribuído para todo o país; a nova cápsula faz parte de um carregamento importado e tem características especiais, semelhantes à de um projétil disparado em um homicídio que ocorreu em outro ponto da capital carioca.

Sobre as digitais, os peritos explicaram que as mesas estão fragmentadas. Com isso, elas não podem ser comparadas com as armazenadas no banco de dados das polícias do Rio e Federal. No entanto, é possível compará-las com as de um eventual suspeito.

“Elas são microscópicas, fragmentadas. Estamos fazendo todo o esforço possível”, afirmou um policial que participa da investigação.

Miliciano assassinado

A Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil e do Ministério Público (MP) estadual que investiga o assassinato da vereadora Marielle Franco também apura a execução de Carlos Alexandre Pereira Maria (Alexandre Cabeça), de 37 anos, líder comunitário da região da Taquara, na Zona Oeste. Ele era suspeito de ligação com uma milícia e trabalhava com o vereador Marcello Siciliano (PHS), ouvido na semana passada pelos investigadores da morte de Marielle e Anderson.

Siciliano foi um dos seis vereadores chamados pela DH para depor. Alguns eram do PSOL, outros eram adversários políticos da parlamentar. Mas, de acordo com investigadores, nenhum está na condição de suspeito.

Citado em um relatório da Secretaria de Segurança sobre a influência de milicianos nas eleições de 2014, quando concorreu a deputado estadual (sem conseguir se eleger), Siciliano ficou aproximadamente três horas na sede da especializada, na Barra.

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