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Mudança acompanha hábitos da sociedade

Weimer Carvalho
Cristiano Roriz Câmara, presidente do GJC

Cristiano Câmara, presidente do Grupo Jaime Câmara, encara a atual renovação como uma das mais significativas feitas pelo Popular em 78 anos de história

 Inovação, transparência e diálogo com os leitores são características que O Popular carrega há 78 anos. No momento em que o veículo passa por transformação importante com novo projeto editorial, o presidente do Grupo Jaime Câmara, Cristiano Câmara, explica o que motivou a transição pela qual o jornal passa: acompanhar as mudanças de hábito da sociedade. Ele afirma que, como em toda a sua história, a empresa tem como obrigação ouvir o público e evoluir junto com ele.


Com 78 anos de história, por que mudar?

Em 78 anos, sempre fomos uma empresa dedicada ao nosso público. Todas as mudanças ao longo dos anos foram feitas porque ouvimos o público e esta é talvez uma das mais significativas. Entendemos que o mundo mudou muito nos últimos dez anos e essas mudanças, principalmente relacionadas aos hábitos digitais, sem dúvida alguma fizeram com que os nossos clientes se tornassem mais exigentes e demandassem mais de uma empresa e de um produto que eles gostam, que eles amam.


O que baseou a mudança?

Ao reconhecer o tempo em que vivemos, demos ouvidos a quem nos interessa, o nosso leitor. Fomos ao mercado, fizemos diversas pesquisas, escutamos o que o nosso cliente tem para dizer e o produto lançado hoje é resultado das demandas dos nossos leitores. É um produto que tem de ser adequado ao tempo e para isso não há outro caminho senão dar ouvidos ao que os leitores estão dizendo para a gente.


O posicionamento do jornal muda?

De forma alguma. O Popular está evoluindo no design, no formato, reconhecendo o que o nosso público-alvo tem nos dito, mas o posicionamento, os valores da família que há 78 anos edita este jornal e os valores do bom jornalismo, nenhum desses muda em hipótese alguma.


Quais os sentidos da mudança?

As mudanças têm o viés de atender o público que gosta deste produto e também de atingir novos públicos que demandavam um produto diferente e mais adequado ao momento. Certamente queremos aumentar a base de leitores, atingir públicos mais jovens, seja via papel, seja via plataformas digitais, inclusive nas que já fomos mundialmente premiados e reconhecidos. A intenção é prestar um serviço melhor para uma base de leitores ainda maior. Estamos investindo no jornal papel, investimos milhões em pesquisas, em sistemas, em consultorias e na parte industrial para adaptar nossas máquinas para o novo formato, porque nós acreditamos na imprensa livre e em seu papel. E isso denota a ousadia do Grupo Jaime Câmara de investir e acreditar em Goiás, no Tocantins, no Distrito Federal e no Centro-Oeste como um todo.


Com o jornal já consolidado no mercado, onde ainda se pode chegar?

O Popular é um produto vencedor, respeitado e merecedor da credibilidade da nossa base de leitores e de toda a região que servimos. E sabe evoluir junto com os leitores. Queremos sempre ser um produto pelo qual as pessoas tenham respeito, confiança. Um produto que mostre os valores que a gente emprega e defende aqui.


Em que momento o jornal está?

Sem dúvida é um momento de transição no jornal impresso e é essa transição que nós estamos fazendo agora com o lançamento deste jornal. Porque, em todos os aspectos que analisamos, nunca se leu tanto jornal no mundo. O jornal vai muito além do papel hoje, está presente em todas as plataformas e comportamentos digitais e há um aspecto que nunca vai morrer: o bom jornalismo, feito com valores, corretamente, declarado com transparência e clareza, esse bom jornalismo nunca vai morrer, seja em qual plataforma for.


Há perspectiva para o fim dos jornais impressos?

Eu não acredito. Em países em desenvolvimento e de grande população como Brasil, China e muitos outros exemplos que a gente trabalha na WAN (World Association of Newspaper and News Publishers), é muito importante o papel do jornal impresso e não temos nenhuma previsão de que isso vai acabar. Mas o senhor disso é o nosso cliente. Se em algum momento – e acredito que isso está décadas à frente –, ele nos indicar que a preferência mudou definitivamente para outra plataforma, não haverá problemas. O nosso produto não é o papel, o nosso produto é a informação, vamos continuar provendo essa informação com os mesmos valores que compartilhamos já há três gerações.


Qual é o sentimento do Grupo diante dessas transformações?

É um sentimento de confiança, de que o Brasil, ainda que passando por um momento extremamente difícil, está amadurecendo. Confiança de que o nosso serviço à sociedade é fundamental e a confiança de que os valores que acreditamos, de ética, de um bom jornalismo, feito no mais alto nível, e os valores que a família Câmara defende continuam sendo fundamentais para a sociedade em desenvolvimento. Temos hoje uma alegria imensa de sermos capazes de investir e de sermos capazes de oferecer para os nossos leitores um produto cada vez mais evoluído.

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