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Adolescente de Goiás é suspeito de injúria racial contra Maju

Garoto fazia parte de grupos extremistas de ateísmo, e até do Estado Islâmico nas redes sociais

Reprodução/facebook
Jornalista Maria Julia Coutinho

Um adolescente de 16 anos, morador da zona rural de Rio Verde, Goiás, foi encaminhado ao Ministério Público da cidade para prestar esclarecimentos sobre práticas de injúrias raciais contra a jornalista Maria Julia Coutinho, que apresenta a previsão do tempo no Jornal Nacional, da Rede Globo/TV Anhanguera. O crime aconteceu no dia 2 de julho deste ano, quando ofenderam Maju de "preta imunda". Outros comentários diziam: "tá na hora do JN parar de postar foto toda preta" e "nossa, que escuridão é essa", "só conseguiu emprego no JN por causa das cotas, preta imunda".

De acordo com o delegado Adelson Canedo, já existia uma investigação do Ministério Público de São Paulo sobre o caso. "Eles pediram à Justiça 24 mandados de busca e apreensão em todo o País, sendo três deles em Rio Verde. Em dois não havia ninguém e no terceiro é onde mora esse garoto com a família", afirmou o delegado.

Na fazenda onde ele vive, o adolescente disponibilizou aos policiais o acesso ao seu telefone, whatsapp, e seu perfil no Facebook. "Por isso não foi apreendido o computador ou o celular. Não encontramos nenhuma ameaça especifica à jornalista", esclareceu Adelson.

O delegado disse ainda que os históricos de conversas no dia da ofensa foram apagados por ele. "Os grupos ofensivos já não existem mais, mas ele confirmou que fazia parte desse grupo. Ele não é um hacker, é um menino curioso, revoltado".

Ainda segundo o delegado, o adolescente fazia parte de grupos extremistas de ateísmo, e até do Estado Islâmico nas redes sociais. As publicações do jovem no Facebook são radicais, com conteúdos homofóbicos e extremistas.

O garoto não tem ficha criminal e não precisou ser apreendido, já que forneceu todos os dados. Agora a polícia vai esperar um posicionamento do Ministério Público de São Paulo. "O máximo que pode acontecer é ele levar uma advertência verbal", disse o delegado Adelson Canedo.

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