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São João: tradição e devoção na festa junina

O JTo conversou com o Padre Patrício Alves, pároco da Paróquia São João Batista para entender mais sobre a origem e importância desta festividade

Modificado em 03/08/2024, 01:22

Estrutura do alto do Festejo que começa nesta segunda-feira (24)

Estrutura do alto do Festejo que começa nesta segunda-feira (24) (Arquivo Pessoal )

O mês de Junho conta com suas cores vibrantes e cheiro de comidas típicas que marcam o início das festas juninas. Neste contexto festivo, também há a celebração de São João Batista nesta segunda-feira (24) que além de trazer alegria para as festividades, carrega consigo um significado religioso.

O JTo conversou com o Padre Patrício Alves, pároco da Paróquia São João Batista, localizada no município de Lagoa do Tocantins, região leste do estado, para entender mais sobre a origem e importância desta festividade.

Origens e Significado

São João Batista, primo de Jesus e precursor do Cristo, é celebrado no dia 24 de junho por sua figura emblemática na história bíblica.

"Ele preparou o caminho para Jesus através da pregação de conversão e penitência, sendo um exemplo de simplicidade e desapego para todos nós", explica Padre Patrício.

Além do nascimento de João Batista, a festa também recorda seu martírio em 29 de agosto, destacando sua missão singular como mensageiro do Evangelho.

Tradições

As festas de São João Batista são marcadas por tradições que perduram ao longo dos séculos. Em muitas comunidades, a fogueira é o símbolo central da celebração, uma re-leitura à tradição de Isabel, mãe de João Batista, que acendeu uma fogueira para anunciar o nascimento do filho à Virgem Maria.

Outro costume que o padre destaca é a retirada e decoração do mastro. "Um símbolo de fé e devoção que é erguido em frente aos locais de festividade. As carreatas com a imagem do santo pelas ruas também fortalecem o vínculo comunitário e religioso neste período festivo", relata.

Integração entre cultura e Fé

Padre Patrício ressalta a importância da festa não apenas como um momento de celebração, mas também como uma oportunidade para fortalecer a fé e a devoção entre os fiéis.

"As festas juninas não são apenas tradição cultural, mas também um testemunho de alegria em seguir a Jesus através dos exemplos dos santos deste mês", enfatiza o pároco.

Além de São João Batista, outros santos como Santo Antônio, São Paulo e São Pedro são venerados neste período, cada um com suas próprias tradições.

A comunidade de Lagoa do Tocantins mantém viva a chama da fé por meio de diversas práticas tradicionais, como a recitação dos terços nas roças, a devoção a Nossa Senhora e a participação ativa do padre na vida comunitária. As folias do divino, com suas bandeiras coloridas, e o apostolado da oração, que reza pelas intenções do Papa, são exemplos de como as tradições religiosas são preservadas e valorizadas.

*Morgana Gurgel é integrante do programa de estágio entre Jornal do Tocantins e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob orientação de Raphael Pontes

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Cidades

Suspeito enviou mensagens em grupo dizendo que 'não estava acontecendo nada', após namorada pedir ajuda, diz delegado

Gilman Rodrigues da Silva é suspeito de agredir Delvânia Campelo em uma chácara de Caseara. Ele foi preso após ser chamado para prestar novo depoimento

Gilman Rodrigues era namorado da vítima, segundo a Polícia Civil

Gilman Rodrigues era namorado da vítima, segundo a Polícia Civil (Reprodução/g1 Tocantins)

A investigação sobre o espancamento de Delvânia Campelo, de 50 anos, em uma chácara de Caseara , na região oeste do estado, apontou que o suspeito do caso, Gilman Rodrigues da Silva, de 47 anos, tentou evitar que ela recebesse ajuda. A Polícia Civiu descobriu que ele chegou a mandar mensagens em um grupo de Whatsapp informando que 'não estava acontecendo nada'. Ele era namorado da vítima e foi preso nesta quinta-feira (3) por tentativa de feminicídio .

O crime aconteceu no dia 22 de março deste ano. Ela sofreu diversos ferimentos e pediu socorro no mesmo grupo, que segundo a Polícia Civil, tinha a presença de diversas pessoas da cidade. Um caseiro a encontrou e chamou a Polícia Militar, que a socorreu. A mulher precisou ser levada para o Hospital Geral de Palmas (HGP), onde ainda está internada.

O advogado de defesa de Gilman informou que vai se manifestar no processo.

No dia dos fatos, enquanto o conflito ocorria, a senhora Delvânia mandou mensagem em um grupo em que está grande parte da população de Caseara. Ela manda mensagem pedindo socorro, inclusive mandou foto de uma mão lesionada, afirmando que estava sendo agredida pelo companheiro. O senhor Gilman também manda mensagem nesse grupo tranquilizando a população afirmando que não estava acontecendo nada, que a mulher estava descontrolada. Esse comportamento foi importante porque ele coibiu a intervenção de terceiros", explicou o delegado José Lucas Melo, responsável pela investigação.

Gilman foi preso em Paraíso do Tocantins, após se apresentar para prestar novo depoimento. Conforme o delegado, o primeiro depoimento que ele prestou, no dia 25 de março, apresentou diversas inconsistências, nesse dia ele não chegou a ser preso por não estar em situação de flagrante.

A polícia apurou que eles namoravam desde o segundo semestre de 2024 e o relacionamento era marcado por diversos episódios de violência doméstica, conforme relato de pessoas próximas ao casal.

No dia do crime, segundo a polícia, ele teria a agredido com diversos golpes com arma branca, principalmente na nuca. Ela foi socorrida em um hospital da cidade, mas precisou ser transferida para Palmas, onde a ocorrência sobre o crime foi registrada, a princípio.

O delegado José Lucas informou que partir do momento que fugiu da propriedade, Gilman foi para Palmas e não retornou mais a Caseara, sendo acolhido por parentes na capital.

No primeiro depoimento, ele teria tentado desqualificar a vítima informando que agiu em legítima defesa. Mas diante da força empregada nas agressões contra Delvânia, essa versão não teria consistência.

Se ele alega que estava sendo agredido, é um comportamento que é contraditório ao de mandar mensagem no Whatsapp afirmando que a situação está tranquila, acalmando as pessoas que recebem essas imagens e retardando que alguém compareça no local", reafirmou o delegado.

Para dar mais explicações sobre o caso, Gilman foi intimado a prestar novo depoimento. Mas como a Polícia Civil já havia representado pela prisão preventiva, que foi deferida pela Justiça, a ordem foi cumprida assim que ele se apresentou na delegacia de Paraíso do Tocantins nesta quinta-feira.

O delegado informou que no momento da prisão Gilman preferiu se manter em silêncio. Posteriormente, foi levado para a Unidade Penal de Paraíso do Tocantins e está à disposição do Poder Judiciário.

O inquérito policial será concluído e enviado ao Ministério Público estadual (MPTO), para os procedimentos cabíveis.

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Banheiro demolido

Superior Tribunal de Justiça (STJ)

Superior Tribunal de Justiça (STJ) (Marcello Casal Jr / Agência Brasil)

Segundo o Superior Tribunal de Justiça, o fato de uma área de proteção ambiental ter sido há muito tempo modificada pela ação do homem não é suficiente para legalizar uma conduta ilícita, mesmo que se trate de uma construção de um banheiro de apenas 4 metros quadrados, concluída há 28 anos.

Por conta disso, foi dado provimento ao recurso especial do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para determinar a demolição do banheiro. Essa obra foi concluída em 1997, no entorno do Rio das Cabeças, no Rio de Janeiro, área de proteção ambiental que vem sendo modificada pelo homem desde o início do século XX. (REsp 1.714.536).

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Cidades

Prédios abandonados na região sul de Palmas deixam moradores com medo e frustrados: '300 sonhos jogados no lixo'

Unidades começaram a ser construídas em 2010 e seriam destinadas à moradia popular. Após 15 anos sem conclusão, população da Arse 132 cobra providências

Prédios abandonados na Arse 132, antiga 1.306 sul, em Palmas

Prédios abandonados na Arse 132, antiga 1.306 sul, em Palmas (Reprodução/TV Anhanguera)

Um residencial que começou a ser construído na Arse 132, antiga quadra 1.306 sul, e não teve conclusão está causando medo aos moradores da região. Aberto para acesso de qualquer pessoa, o local pode servir de abrigo para a criminalidade e esconderijo de animais peçonhentos.

Os prédios começaram a ser construídos em 2010 e seriam destinados a cerca de 300 famílias. Mas a obra não teve conclusão. De acordo com Rennê Pereira dos Santos, presidente da associação de moradores da quadra, a obra está condenada, mas nada foi feito até o momento.

A prefeitura informou que a construção do empreendimento foi cancelada, tendo os recursos devolvidos ao governo federal. A demolição começou em 2024, deve ser retomada e parte do material está sendo reaproveitado (veja nota na íntegra no fim da reportagem).

Passaram mais de 15 anos e vemos que a prefeitura e a Defesa Civil estiveram aqui presente. A defesa Civil condenou e a prefeitura começou a demolir. Ou seja, são mais de 300 sonhos sendo jogados no lixo, dinheiro público sendo jogado no lixo e a associação de moradores cobra resposta do poder público, cobra justiça. São muitas famílias precisando de um lugar para morar", reclamou.

Além de deixar de atender quem precisa de moradia, Rennê também citou riscos às crianças que estudam na Escola de Tempo Integral Almirante Tamandaré, que fica perto da construção abandonada.

"São muitos animais peçonhentos que acabam indo para a escola. Cobras, ratos, baratas. Pedimos para o Poder Público que dê uma resposta para a comunidade, que dê uma resposta para os ofícios da associação de moradores", explicou Rennê.

Equipes da prefeitura fizeram a roçagem nas imediações dos prédios, o que ameniza a situação. Mas para o presidente da quadra, é preciso que as estruturas sejam demolidas. Ainda mais para quem precisa passar à noite no local.

Corremos um sério risco. Tanto as mulheres que chegam à partir das 10 da noite em suas casas aqui na 1.306 sul que vêm de ônibus correm sério risco. Muitos estão se alojando aqui, se tornou abrigo de criminosos. Pedimos à prefeitura que tome providências o quanto antes", informou.

Estruturas estão caindo

Uma equipe da TV Anhanguera esteve no local nesta quinta-feira (3) e registrou que parte das paredes dos prédios que ainda resistem estão em péssimas condições. Apesar da roçagem da prefeitura, ainda existem pontos com mato alto, que se junta aos escombros de outros blocos que já foram demolidos, como concreto e ferragens.

Um questionamento da associação é sobre o que será feito com o espaço, diante da grande necessidade de unidades habitacionais para pessoas de baixa renda.

"Tem que lotear e entregar para famílias que vivem de aluguel ou de favor, aqui na 1306 Sul. Poderia ser um espaço habitacional ou uma área de lazer porque na nossa quadra ainda não temos uma praça", defendeu Rennê.

Íntegra da nota da Prefeitura

A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Habitação, informa que a construção do empreendimento habitacional remete a gestões anteriores e foi cancelada, tendo os recursos devolvidos ao governo federal. Todo o procedimento foi realizado dentro da previsão legal, com as respectivas prestações de conta feitas aos órgãos de controle. Com relação à demolição, a ação começou a ser realizada ainda no ano passado, com a separação do material que poderia ser reaproveitado e deve ser retomada ainda neste ano. Já com relação ao recolhimento do entulho e roçagem do mato, a Secretaria Municipal da Zeladoria Urbana informa que equipes de limpeza entraram nesta quinta-feira na Quadra 1306 Sul para realizar serviços de limpeza, incluindo a retirada de entulhos no entorno dos prédios mencionados pelos moradores.

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Cidades

Homem é preso após ser condenado por estuprar adolescente irmã de funcionária que trabalhava na casa dele

Crime aconteceu em 2019, época em que a vítima tinha 13 anos. Homem foi condenado a nove anos e sete meses de prisão

Momento da prisão do condenado por estupro de vulnerável

Momento da prisão do condenado por estupro de vulnerável (SSP/Divulgação)

Um homem de 33 anos condenado por estupro de vulnerável foi preso nesta quinta-feira (3) em Novo Acordo, na região central do estado. Segundo a investigação, ele se aproximou da vítima, de 13 anos, quando a adolescente ia até a casa dele acompanhar a irmã mais velha que trabalhava no local.

O crime aconteceu em 2019 e o homem foi condenado a nove anos e sete meses de prisão, em regime fechado, pelo Juízo Único da Comarca de Novo Acordo. Ele não teve o nome divulgado, por isso, o JTo não teve acesso à sua defesa.

Conforme a Polícia Civil, o condenado aproveitava os momentos em que a vítima ia acompanhar a irmã no trabalho para se aproximar dela. Com o tempo, a proximidade avançou para prática de atos sexuais.

Após a realização das providências legais cabíveis, o homem foi levado para a Unidade Prisional de Palmas, onde permanecerá à disposição da Justiça.

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