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Kate Middleton faz primeira aparição pública oficial após confirmar câncer

Kate Middleton, 42, fez sua primeira aparição pública após confirmar diagnóstico de câncer. Neste sábado (15), ela compareceu ao desfile de aniversário do Rei Charles 3º

Folhapress

Modificado em 03/08/2024, 01:31

Kate Middleton, 42, fez sua primeira aparição pública após confirmar diagnóstico de câncer. Neste sábado (15), ela compareceu ao desfile de aniversário do Rei Charles 3º.

Kate Middleton, 42, fez sua primeira aparição pública após confirmar diagnóstico de câncer. Neste sábado (15), ela compareceu ao desfile de aniversário do Rei Charles 3º. (UOL/ Divulgação )

Kate Middleton, 42, fez sua primeira aparição pública após confirmar diagnóstico de câncer. Neste sábado (15), ela compareceu ao desfile de aniversário do Rei Charles 3º.
A princesa de Gales foi fotografada no interior de uma carruagem ao lado de dois dos três filhos.

Ela confirmou que participaria do evento, na sexta (14), por meio do X (antigo Twitter). "Ansiosa para participar do desfile de aniversário (...) E espero participar de alguns compromissos públicos durante o verão, embora saiba que ainda não estou fora de perigo."

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O rei Charles segue a tradição da mãe, a Rainha Elizabeth 2ª. Ela nasceu em 21 de abril de 1926, mas também comemorava o aniversário em um desfile anual realizado em Londres, em junho, o Trooping the Colour --- popularmente chamado de Parada de Aniversário do Rei.

O desfile sofreu uma mudança em relação ao ano anterior. Em sua primeira Trooping the Colour, em 2023, Rei Charles seguiu as tropas a cavalo, junto a outros membros da realeza. Agora, Charles chegou acompanhado da Rainha Camilla em uma carruagem. Mudança foi aconselhada pelos médicos do rei, que vem tratando um câncer.

O rei comemorou seu aniversário oficial de 75 anos em novembro de 2023. Ele visitou um centro de distribuição de excedentes de alimentos e organizou uma recepção para enfermeiras e parteiras no Palácio de Buckingham.

A princesa de Gales contou detalhes sobre a quimioterapia em publicação nas redes sociais. "Estou progredindo bem, mas, como qualquer pessoa passando por quimioterapia sabe, há dias bons e dias ruins. Nos dias ruins, você se sente fraco, cansado e precisa ceder ao corpo para descansar. Mas nos dias bons, quando você se sente mais forte, quer aproveitar ao máximo a sensação de bem-estar."

Kate também diz que está "vivendo um dia de cada vez" desde o diagnóstico. "Estou aprendendo a ser paciente, especialmente com a incerteza. Estou vivendo um dia de cada vez, ouvindo meu corpo e permitindo-me este tempo necessário para me curar.'

Por fim, Kate agradeceu o carinho que vem recebendo nos últimos meses. "Realmente fizeram uma enorme diferença para mim e para William, ajudando-nos a passar por alguns dos momentos mais difíceis."

Kate anunciou o diagnóstico no dia 22 de março, por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. À época, ela não especificou qual o tipo de câncer que está enfrentando, mas ressaltou que descobriu a doença após uma cirurgia abdominal, em janeiro.

A princesa disse que a notícia foi um "grande choque" para a família e, por isso, precisou de tempo. "William e eu estamos fazendo de tudo para processar e lidar com isso em particular, por nossos filhos. Como vocês podem imaginar, isso levou tempo. Levou tempo para que eu me recuperasse de uma grande cirurgia e iniciar meu tratamento."

A princesa passou mais de dois meses sem ser vista em público, o que gerou especulações e teorias da conspiração. As suposições sobre o "sumiço" da princesa se intensificaram após o príncipe William cancelar uma aparição em um evento por motivos pessoais no dia 28 de fevereiro, obrigando o Palácio a responder aos boatos.

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Cidades

Homem retira silicone da mulher com faca e é preso pela polícia no DF

Segundo relato da vítima, ele também a agrediu com socos na cabeça e nas costas. Segundo PMDF, homem confessou crime e mulher foi levada para o Hospital de Base.

Modificado em 31/03/2025, 11:12

Silicone arrancado de vítima de violência doméstico é encontrado pela PMDF em área externa de residência

Silicone arrancado de vítima de violência doméstico é encontrado pela PMDF em área externa de residência (Divulgação/PMDF)

Um homem foi preso na madrugada deste domingo (30) em Brasília (DF) depois que arrancou com uma faca uma prótese de silicone da companheira, que estava recém-operada.

Segundo a Polícia Militar do DF, houve uma briga de casal por volta das 4h30 na rua 11 do Núcleo Bandeirante, em Brasília. A vítima contou aos policiais que o companheiro a agrediu com murros na cabeça e nas costas e arrancou a prótese de silicone do seio esquerdo dela com uma faca de cozinha.

O homem ainda arremessou a prótese pela janela, de acordo com o relato da mulher.

"Os policiais tiveram que fazer uma varredura para localizar o silicone na área externa da residência. O suspeito confessou o crime e a vítima foi encaminhada pelos Bombeiros até o Hospital de Base de Brasília", disse a nota da Polícia Militar do DF.

Os policiais prenderam o homem dentro da residência do casal.

O homem foi conduzido à 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul. Lá, "foi autuado em flagrante por lesão corporal no âmbito da Lei Maria da Penha", informou a Polícia Militar do DF.

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Cidades

Sequestrador teria obsessão por adolescente morta em Pernambuco, mostram anotações

'Invoco o universo para que Ingrid Vitória venha até mim', escreveu Jocelmo Caldas da Silva, que foi morto pela polícia

Modificado em 31/03/2025, 10:31

Adolescente Ingrid Vitória é encontrada morta cinco dias após sequestro no interior de Pernambuco

Adolescente Ingrid Vitória é encontrada morta cinco dias após sequestro no interior de Pernambuco (REPRODUÇÃO/TV GLOBO)

O suspeito de raptar e matar a adolescente Ingrid Vitória Cassiano, 13, teria obsessão pela jovem, segundo anotações encontradas na mochila dele pela polícia.

Em um trecho, Jocelmo Caldas da Silva, 36, escreveu: "A partir de agora, eu invoco o universo para que Ingrid Vitória venha até mim". Depois, "Ingrid Vitória não terá sossego nem de dia nem de noite".

Silva foi encontrado próximo ao local onde o corpo da jovem foi deixado, na zona rural de Santa Maria da Boa Vista, em Pernambuco, neste sábado (29). A adolescente estava amordaçada e apresentava marcas de espancamento. Ao seu lado, foi encontrada uma pedra, e a perícia irá determinar se ela foi utilizada no crime.

Ele foi morto em confronto com agentes, de acordo com a Polícia Militar da Bahia, que atuou no caso.

Silva era vizinho do pai de Ingrid. A jovem desapareceu na terça-feira (25), quando retornava de Curaçá (BA) acompanhada da mãe e do irmão de quatro anos. A família pegou carona com o conhecido, que, durante o trajeto, teria agredido e amarrado a mãe da jovem antes de levar Ingrid no porta-malas do veículo.

A reportagem apurou que o suspeito já havia sido condenado por assaltar uma loja em Petrolina, em 2015, ameaçando funcionárias com uma faca. Ele foi sentenciado a cinco anos de prisão, pena que cumpriu integralmente.

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), lamentou o crime: "Foi com muita tristeza que recebi a notícia que não queríamos ter. A toda sua família, amigos e população de Santa Maria da Boa Vista, minha profunda solidariedade como mãe e governadora".

O prefeito de Santa Maria da Boa Vista, George Duarte (PP), decretou luto oficial de três dias.

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Mundo

Explorada politicamente por Trump, lei de terras reaviva debate racial na África do Sul

Medida que prevê desapropriações para atenuar injustiças históricas é refutada por grupos liderados por brancos

Modificado em 24/03/2025, 10:30

Escultura do rosto de Nelson Mandela no local em que ele foi capturado para passar 27 anos na cadeia em Howick na África do Sul

Escultura do rosto de Nelson Mandela no local em que ele foi capturado para passar 27 anos na cadeia em Howick na África do Sul (Diogo Caldeira/ reprodução)

Uma lei sancionada pelo presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, que prevê desapropriação de terras para diminuir desigualdades, segundo o governo, vem aumentando tensões raciais três décadas após o fim do apartheid (1948-1994), regime de segregação que persistiu no país durante quase meio século.

A nova legislação é objeto de desinformação e alvo de ataques feitos por grupos oposicionistas e até por Donald Trump, que levou a cabo uma série de medidas retaliatórias e disparou uma crise diplomática entre os Estados Unidos e a nação africana.

A lei atualiza texto de 1975 e reconhece a desapropriação como um ato legítimo para dar aos terrenos funções públicas. Ponto controverso é a possibilidade da não compensação, apenas em casos avaliados como excepcionais e sem acordo com o proprietário da terra, ainda segundo o governo.

Trump, Elon Musk ---seu braço direito nascido na África do Sul--- e associações que atuam em favor dos direitos dos africâneres, o principal grupo de descendentes brancos no país africano, apegam-se a esse ponto, afirmando que a nova medida é racista, uma vez que os proprietários brancos seriam visados.

O argumento tem relação com processos históricos. O apartheid terminou há 30 anos, mas mantém o legado: a África do Sul é o país mais desigual do mundo, de acordo com o índice de Gini, que mede o grau de concentração de renda. E a discrepância é evidente na distribuição de terra, ponto considerado chave no regime de segregação.

Uma auditoria sobre a situação fundiária do país feita em 2017, a mais recente e ainda hoje utilizada pelo governo, constatou que a minoria branca possuía 72% das fazendas e propriedades agrícolas individuais, enquanto a população negra tinha apenas 4%. Com efeito, fica depreendido que o primeiro grupo será mais impactado do que o segundo pela medida governamental.

Dados do último censo sobre raça, de 2022, são inversamente proporcionais, entretanto. Os sul-africanos brancos representavam pouco mais de 7% da população, enquanto os negros eram maioria absoluta: 81%.

Os números explicam a enorme relevância que a redistribuição de terras tem no debate público sul-africano. O tema é tido como representativo de perdas materiais antes e durante a era do apartheid.

Autoridades enquadram a reforma agrária como um meio de atenuar as desigualdades no país. Nos 30 anos em que o Congresso Nacional Africano (CNA), partido de Nelson Mandela, está no poder após o fim do apartheid, alguma restituição de terras ocorreu, mas críticos apontam lentidão no processo.

Quase um ano depois de sofrer um revés histórico ao perder a maioria absoluta no Parlamento pela primeira vez em décadas, a legenda governista busca agora acelerar a redistribuição da terra.

William Gumede, professor de Governança na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, e autor de diversos livros sobre Mandela e o CNA, vê um quê de populismo na reforma recém-anunciada, entretanto. Segundo ele, a medida é um "gatilho para o caos" em um país ainda com divisões claras e problemas socioeconômicos, incluindo desemprego alto (32,9 % em 2024) e casos de corrupção no governo.

"Se um país não preserva os direitos de propriedade, ele perde credibilidade e não conseguirá obter empréstimos ou investimentos para criar empregos. E a própria população negra será prejudicada", diz ele, que é negro.

A nova legislação, sancionada em janeiro, já vem sendo contestada inclusive judicialmente. A Aliança Democrática, a segunda maior força no Parlamento, entrou com uma ação para barrar a lei.

Outro partido da oposição, a Frente da Liberdade, enviou nota à reportagem mencionando casos de terras que estariam sendo ocupadas de forma ilegal, sem qualquer ação da polícia. Ambas as legendas são lideradas por pessoas brancas.

"Grilagens de terras já estão acontecendo, e o dispositivo da lei sobre 'compensação zero', juntamente com as declarações populistas irresponsáveis do CNA e de outros partidos sobre a terra, criam um ambiente em que violações em larga escala dos direitos de propriedade podem ocorrer", diz a nota.

O governo sul-africano afirma que a legislação vem sendo deturpada para criar pânico. As terras seriam apreendidas sem compensação apenas em casos raros, incluindo abandono ou se o proprietário usar o terreno como forma de especulação. Diz também que nenhuma medida do tipo ocorreu, ao menos por ora.

Ao criticar a lei, o presidente Trump chegou a falar que terras haviam sido confiscadas, embora não haja registros de tais atos. Ele ainda cortou todo o financiamento à nação africana e expulsou o embaixador em Washington devido ao que chama de "violação massiva" dos direitos das pessoas brancas, ignorando entretanto o histórico de discriminação contra negros em razão do apartheid.

O republicano, cuja principal bandeira política é o combate à imigração irregular, criou também um programa para acolher agricultores africâneres como refugiados nos EUA.

Mais do que desinformação, as críticas de Trump fazem parte de sua "política externa coercitiva", afirma Lucas Leite, professor de relações internacionais da Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) e coordenador do Observatório do Continente Africano. "Com essas pressões e chantagens, Trump busca alinhamento com a política externa de seu país", diz.

A nação africana tem adotado posicionamentos contrários em relação aos interesses de Trump. O mais evidente é a denúncia apresentada na Corte Internacional de Justiça de que Israel estaria cometendo um genocídio na Faixa de Gaza ---Tel Aviv é o maior aliado de Washington no Oriente Médio.

Ao dar pitacos sobre a lei implementada na África do Sul, Trump também acena ao eleitorado interno. Uma das principais bandeiras do governo republicano é o combate a iniciativas DEI (diversidade, equidade e inclusão).

De acordo com o Freedom Charter, um documento elaborado durante a luta antiapartheid e considerado a fundação para a Constituição atual, a terra deve "pertencer a todos". E a nova lei é um passo para diminuir desigualdades, diz Elizabeth Sidiropoulos, diretora do Instituto Sul-Africano de Relações Internacionais, um dos principais think tanks do continente. "[A lei] é sobre justiça. É para corrigir erros históricos", diz.

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Economia

BC eleva Selic a 14,25% ao ano e prevê alta de juros menos intensa em maio

Em meio a previsões de inflação acima da meta, Copom cumpre, em decisão unânime, o choque prometido ainda em dezembro

Modificado em 20/03/2025, 10:13

Nova composição do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. De frente para trás, à esq., diretora Izabela Correa (Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta); Gabriel Galípolo, presidente do BC; diretores Gilneu Vivan (Regulação) e Rodrigo Alves Teixeira (Administração). À dir., diretores Nilton David (Política Monetária), Paulo Picchetti (Assuntos Internacionais), Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução), Ailton Aquino (Fiscalização) e Diogo Guillen (Política Econômica)

Nova composição do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. De frente para trás, à esq., diretora Izabela Correa (Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta); Gabriel Galípolo, presidente do BC; diretores Gilneu Vivan (Regulação) e Rodrigo Alves Teixeira (Administração). À dir., diretores Nilton David (Política Monetária), Paulo Picchetti (Assuntos Internacionais), Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução), Ailton Aquino (Fiscalização) e Diogo Guillen (Política Econômica) (Raphael Ribeiro/ Banco Central)

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central elevou nesta quarta-feira (19) a taxa básica de juros (Selic) em um ponto percentual, de 13,25% para 14,25% ao ano, mesmo nível atingido durante a crise do governo de Dilma Rousseff (PT).

A decisão foi unânime entre todos os membros do colegiado. No comunicado, o comitê sinalizou que os juros vão continuar subindo na próxima reunião, em maio, e que pretende fazer uma nova alta de menor intensidade. Apesar da indicação, evitou se comprometer com qualquer ritmo de ajuste no próximo passo.

Na justificativa, o colegiado do BC citou a continuidade do "cenário adverso" para a convergência da inflação, a elevada incerteza e as defasagens do efeito da alta de juros sobre a economia.

Com a terceira alta seguida de mesma intensidade, os juros igualaram o patamar observado em outubro de 2016. Na época, também para combater uma inflação resistente, a taxa básica ficou estacionada em 14,25% durante um ano e três meses, a partir do fim de julho de 2015, atravessando o impeachment da petista.

O Copom repetiu que a extensão total do ciclo de alta de juros dependerá da evolução da trajetória e das projeções de inflação, das expectativas, do hiato do produto (diferença entre o crescimento potencial da economia e o efetivo) e do balanço de riscos.

O comitê voltou a defender a necessidade de uma política de juros mais contracionista, ou seja, uma atuação que ajude a frear a força da atividade econômica de forma a controlar o avanço da inflação. Isso porque vê o cenário marcado por nova piora das expectativas, projeções de inflação elevadas, economia ainda forte e pressões no mercado de trabalho.

Na segunda reunião sob o comando de Gabriel Galípolo, novo presidente do BC, o Copom cumpriu o choque de juros prometido ainda em dezembro do ano passado (reafirmado em janeiro), completando três movimentos de um ponto percentual.

A decisão desta quarta já era dada como certa pelo mercado financeiro. Levantamento feito pela Bloomberg mostrou que a elevação da Selic em um ponto percentual era a projeção unânime de todos os economistas consultados, em linha com a sinalização dada pelo próprio comitê no encontro anterior.

Desde o início do ciclo de alta de juros, em setembro de 2024, já foram cinco aumentos consecutivos. A Selic saiu de 10,5% ao ano e já acumula elevação de 3,75 pontos percentuais. Ainda sob a gestão de Roberto Campos Neto no BC, a primeira elevação foi gradual, de 0,25 ponto percentual.

O comitê acelerou o passo pela primeira vez em novembro, com um aumento de 0,5 ponto, e no encontro seguinte, em dezembro, optou por um movimento mais agressivo. Além de subir a Selic em um ponto percentual, prometeu mais duas altas da mesma intensidade nas reuniões seguintes, em janeiro e março. Agora, concretizou a segunda parte da estratégia.

Desde o encontro do colegiado de janeiro, houve uma piora adicional nas expectativas de inflação, em especial para 2026. Segundo o último boletim Focus, os analistas esperam que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) termine o próximo ano encostado no teto da meta perseguida pelo BC, em 4,48%.

Para este ano, as estimativas do mercado se afastaram ainda mais do objetivo, passando para 5,66%. O alvo central é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que a meta é considerada cumprida se oscilar entre 1,5% (piso) e 4,5% (teto).

No radar dos economistas está, entre outros temas, a preocupação com a política fiscal expansionista do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em meio à queda de popularidade do presidente, foram apresentadas nas últimas semanas medidas de estímulo à economia, como o novo consignado privado para trabalhadores do setor privado e a liberação do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

No caso da proposta de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês, há temor pela resistência do Congresso à proposta de compensação apresentada pelo Executivo de cobrar um imposto mínimo dos ricos.

Em paralelo, o cenário é de incerteza no ambiente internacional, com a guerra comercial imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Há dúvidas sobre o efeito das tarifas anunciadas pelo republicano sobre a inflação e a reação do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), que nesta quarta manteve os juros inalterados no intervalo de 4,25% a 4,50% ao ano.

O comportamento da atividade econômica também tem sido motivo de cautela. O PIB (Produto Interno Bruto) fechou 2024 com alta de 3,4% no acumulado do ano, mas perdeu ritmo no quarto trimestre, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Devido aos efeitos defasados da política monetária sobre a economia, o BC trabalha agora com a inflação do 3º trimestre de 2026 na mira, conforme o sistema de meta contínua. O comitê é hoje composto majoritariamente por representantes indicados por Lula, com sete dos nove membros. O Copom volta a se reunir nos dias 6 e 7 de maio.

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