-Imagem (1.1613012)Agentes culturais e artistas tocantinenses se uniram ao movimento político cultural para propor diretrizes e ações emergenciais do setor para aplicação da Lei de Emergência Cultural no Estado e municípios. O movimento, que ganhou o nome de Mobiliza Tocantins, chama os gestores para o dialogo para as ações que possam auxiliar a classe, parada devido a pandemia da Covid-19. Conforme o Mobiliza Tocantins, o Governo deverá receber o valor estimado de cerca de R$ 21 milhões e os 139 municípios tocantinenses aproximadamente R$ 13 milhões, juntos que deverão injetados na economia por meio dos artistas, agentes da cultura e produtores culturais do Estado. O movimento, que tem a participação de cerca de 60 instituições, elaborou e assinou uma carta com as propostas e diretrizes para a aplicação desse recurso. A carta já encaminhada ao Governo do Estado e a Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins e será enviada também as prefeituras e câmaras municipais dos 139 municípios tocantinenses. Essa ação quer sensibilizar as autoridades para as demandas do setor cultural e como solicitar atenção urgente para a implementação da Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural, aprovada no Congresso Nacional, que agora precisa da sanção do presidente da república. Segundo o movimento ainda, após os recursos chegaram ao estado, o Mobiliza Tocantins irá se articular para acompanhar, orientar, fiscalizar e atuar junto aos órgãos públicos a aplicação correta desses valores. A carta traz 13 pontos citados como prioridade pelos representantes da classe artística, como o recolhimento do movimento, a criação de um Comitê Gestor Técnico para a implementação de ações emergenciais e elaboração de das políticas culturais, além de comitês regionais. Também estão entre as medidas à realização de um cadastro de dos trabalhadores da cultura, além de espaços, pontos, cooperativas, instituições, organizações e pequenas empresas do setor. Outro ponto pautado pelo Mobiliza Tocantins é a utilização de um mecanismo que facilite o acesso dos agentes culturais as ações em contexto de emergência cultural. O grupo pede ainda a criação de uma plataforma digital para acompanhamento, transparência, fiscalização, apresentação dos produtos gerados e controle dos recursos em chamamento público para os recursos a serem recebidos pelo Estado. Esse documento foi assinado por representantes da classe artística, trabalhadores e técnicos de arte e cultura, segmentos não governamentais, agentes culturais, produtores culturais, comunidades tradicionais, de matriz africana e da cultura popular.