O fim das férias de meio de ano no Brasil e a temporada de verão nos Estados Unidos, que também vai chegando ao fim, sempre provocam uma sensação de ressaca e vazio nas salas de cinema. Mas a agenda de novidades, ao contrário do que pode parecer, não está vazia. Muitos lançamentos internacionais e nacionais estão na lista das próximas semanas (veja quadro).

Alguns dos mais esperados no mundo pop receberam destaque na Comic Con, evento que reúne fãs e produtores, realizado há três semanas nos EUA. Previsto para 1º de setembro, Star Trek – Sem Fronteiras, terceiro longa da série que renovou a ideia original, por exemplo, está entre os mais aguardados, especialmente face às primeiras críticas positivas já emitidas. Na produção, enquanto a Enterprise explora novas fronteiras do universo, sua equipe encontra um novo e misterioso inimigo que a coloca em teste. Diferente dos dois primeiros filmes (2009 e 2013), a produção mantém a peculiaridade de se passar grande parte em solo e não na icônica nave.

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Muitos dos próximos lançamentos, aliás, ou têm um tom revisionista com a da Jornada nas Estrelas, em reboots ou sequências. Icônico no final dos anos 1990, o suspense Bruxa de Blair está chegando ao terceiro filme, agendado para 22 de setembro. Após 17 anos da primeira produção, o desafio da franquia será surpreender ante a inovação na linguagem do gênero do original.

Remontando o livro homônimo de 1880, Ben-Hur também segue pela linha nostálgica. Ao mesmo tempo, o novo filme se lança ao desafio de atrair a grande parcela do público ainda nem nascida no auge da película de 1959, um dos recordistas de Oscar (11 no total), por sua vez já uma refilmagem da produção original de 1925. Previsto para daqui uma semana, o remake épico mantém a ideia original de contar a história do nobre Judah Ben Hur (Jack Huston), contemporâneo de Jesus Cristo, dessa vez vivido pelo brasileiro Rodrigo Santoro, injustamente acusado de traição e condenado à escravidão.

Por falar em Brasil, a maior expectativa recai sobre Aquarius, cujo lançamento também está marcado para o 1º dia de setembro. O longa se passa em Recife, onde a personagem Clara resiste ao avanço predador do mercado imobiliário. Estrelado por Sônia Braga, o drama, que chamou a atenção pelo posicionamento político em Cannes – onde concorreu à Palma de Ouro – e que levou o prêmio de melhor filme no Festival de Sydney, já é apontado por críticos brasileiros como o melhor nacional do ano.