O drama O Regresso, com 12 indicações, entre elas a de melhor ator para Leonardo DiCaprio, e o filme de ação Mad Max: Estrada da Fúria, com 10 indicações, lideram a corrida ao Oscar 2016 (leia lista completa dos indicados no site do POPULAR), cuja lista de indicados foi divulgada ontem de manhã pela Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood. Para os brasileiros, foi reservada uma bela surpresa: o filme O Menino e O Mundo, do paulista Alê Abreu, está na disputa pelo troféu na categoria de melhor longa-metragem de animação. A festa de premiação será realizada em Los Angeles, em 28 de fevereiro.

Embora não seja o favorito, a indicação do brasileiro O Menino e O Mundo na categoria de melhor longa de animação já é motivo de comemoração. A produção levou os prêmios principais do 38º Festival de Annecy, na França, evento de animação mais importante do mundo com a história de um garoto que decide enfrentar o desconhecido para encontrar o pai. No ano passado o filme foi o grande vencedor do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental de Goiás (Fica), na cidade de Goiás.

Uma participação do Brasil na maior festa do cinema é algo bastante incomum e, embora não tenhamos levado nenhum Oscar até hoje, já concorremos com orgulho por filmes como Central do Brasil e Tropa de Elite, para ficar nos principais casos. No ano passado O Sal da Terra, filme sobre o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, concorreu ao Oscar de melhor documentário. O longa é dirigido pelo brasileiro Juliano Salgado, e pelo alemão Wim Wenders, mas também não levou o troféu.

Com a ótima recepção de Que Horas Ela Volta? em festivais internacionais no ano passado, chegou-se a acreditar em seu potencial para concorrer a uma vaga na categoria de filme estrangeiro. Porém, a produção brasileira acabou ficando de fora pré-lista de candidatos.

O Menino e O Mundo, que custou cerca de R$ 2 milhões, concorre com pesos pesados da como Divertida Mente, da Pixar, representante do topo da cadeia alimentar da indústria cinematográfica. Outro destaque, mas pela estranheza de um filme adulto na categoria, é Anomalisa, de Charlie Kaufman, roteirista de Quero Ser John Malkovich (1999) e diretor de Adaptação (2002).

“Somos a zebra do ano, com o maior orgulho de ser zebra, e vamos trabalhar forte para trazer o careca dourado para o Brasil! Vitória! Viva a animação brasileira!", disse o diretor Alê Abreu em sua página no Facebook logo em seguida ao anúncio dos indicados.