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Amor, ambição e vingança

Escrita por Walcyr Carrasco, O Outro Lado do Paraíso estreia amanhã mostrando as belezas do Tocantins

Folhetim As primeiras cenas da novela foram gravadas em Palmas. Na foto, o casal Raquel (Erika Januza) e Bruno (Caio Paduan) vivem o começo do romance na Praia da Graciosa

Cedo ou tarde a vida se encarrega de dar o troco. A crença de que um dia a justiça chega para todos pode ser o único caminho quando a esperança está por um fio. É a lei do retorno que entra em ação. O Outro Lado do Paraíso, nova novela das nove da Rede Globo/TV Anhanguera que estreia amanhã, é uma história de amor, ambição e vingança. “Através da saga da heroína Clara, interpretada por Bianca Bin, temos os elementos do folhetim clássico em uma estrutura romântica por excelência, mas com temáticas modernas”, define o autor Walcyr Carrasco. O Outro Lado do Paraíso tem direção artística de Mauro Mendonça Filho e direção geral de André Felipe Binder.

Ambientada no Tocantins, especialmente em Palmas e na região paradisíaca do Jalapão, a novela conta a história de Clara, que se divide entre dar aulas para crianças no quilombo da Formiga e ajudar o avô Josafá, interpretado por Lima Duarte, em seu bar. A mudança no destino de Clara é selada quando ela conhece Gael, vivido por Sergio Guizé, herdeiro de uma família de Palmas que passa férias no Jalapão. Eles se conhecem em um campo de capim dourado e a atração entre os dois é imediata, e Clara se entrega a essa paixão.

Além do temperamento agressivo de Gael, Clara enfrentará ainda o maior de seus obstáculos para ser feliz: Sophia, vivida pela atriz Marieta Severo, sua sogra. Estrategista, a matriarca quer acabar com os planos de casamento do filho, mas muda de ideia ao descobrir que há esmeraldas nas terras do avô de Clara. Sophia enxerga nesta oportunidade a chance de salvar sua família da decadência.

Já em Palmas, Sophia finge ser amiga da nora todas as vezes em que Gael se descontrola e explode. Clara, sempre convencida de que é uma fase, perdoa o marido e acaba engravidando. O próximo passo de Sophia é tirar Clara do seu caminho. Com a ajuda de sua filha Lívia (Grazi Massafera), do psiquiatra Samuel (Eriberto Leão), do delegado Vinícius (Flavio Tolezani) e do juiz Gustavo (Luis Melo), Sophia executa um plano sórdido: isola a heroína por dez anos em uma clínica psiquiátrica.

O tempo passa e Clara, agora ciente da armação, quer sua vida de volta. Fazer justiça e ter a oportunidade de retomar a convivência com o filho, herdeiro de todas as terras, passam a ser suas metas. Clara deseja fazer com que seus verdadeiros algozes paguem por anos de sofrimento e abandono. Todos que, manipulados e influenciados por Sophia, atestaram sua falsa insanidade no passado.

Durante dez anos internada, Clara ficará amiga de Beatriz , uma mulher culta e rica e que ensinará a heroína vários conhecimentos

Temas serão chaves para enredo

Já conhecido por utilizar em suas histórias temas polêmicos e que promovem debates, o autor Walcyr Carrasco não deixa a desejar na trama de O Outro Lado do Paraíso. Temas como o preconceito racial, o nanismo, a homofobia e a violência contra a mulher estarão presentes no folhetim que estreia amanhã. 

No núcleo principal, a mãe de Lívia (Grazi Massafera) e Gael (Sergio Guizé), Sophia (Marieta Severo), na terceira gravidez, tinha grande expectativa com a filha caçula. No entanto, Estela (Juliana Caldas) nasceu anã. De filha desejada, a jovem se tornou um estorvo para Sophia, incapaz de aceitá-la. Apesar de toda a população de Palmas conhecer o fato, a matriarca prefere fingir que Estela não existe. Por conta do preconceito, a filha é mantida longe de todos, estudando no exterior. O conflito com a orientação sexual também estará presente na novela com o personagem Samuel (Eriberto Leão), psiquiatra em Palmas, o rapaz é um partidão muito disputado pelas jovens.

Com fama de pegador e orgulho da mãe, o grande sonho dela é ver Samuel casado e ter netos. O que a matriarca não imagina é que por trás da falsa imagem de pegador, se esconde um homem que vive em conflito. Samuel é gay. Sentindo atração por homens, o médico ao mesmo tempo tem raiva por viver essa situação. Homofóbico, seu grande receio é ter a vida dupla revelada. A personagem Raquel (Erica Januza) também será centro de tema polêmico na trama, o preconceito racial. Sua personagem vive em um Quilombo, no Jalapão, e se muda para Palmas para trabalhar como doméstica em casa de família rica. Levando com ela os costumes do seu povo, ao se apaixonar por Bruno (Caio Paduan) a jovem enfrentará o preconceito racial e social da família do apaixonado.

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