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Crianças inspiram criação de biblioteca em condomínio

Crianças brincam na Biblioteca Manoel de Barros

Brincar de escolinha é coisa de criança, mas em um condomínio de Palmas a brincadeira uniu crianças e adultos na construção de uma biblioteca comunitária. Feita de madeira e ainda com pouca mobília, a Biblioteca Manoel de Barros ocupa hoje um lugar onde antes tinha um lixão e um estacionamento.

O artista plástico Costa Andrade foi um dos moradores que ajudou o sonho das crianças a sair, literalmente, do papel. “Como o condomínio não tinha muita verba para ajudar e como eu trabalho com arte, aproveitei as horas vagas para construir a casa das crianças. Coloquei para elas desenharem o que imaginavam de biblioteca e a partir daí comecei a construir”, conta Andrade, que destaca também que com a solidariedade de pessoas de fora do condomínio haverá oficinas aos sábados de pintura, desenho e enfeites de Natal para as crianças e moradores.

Uma das inspiradoras da criação da biblioteca foi a estudante Thamyres Nunes, 9 anos, que hoje passa muito mais tempo na biblioteca do que no parquinho do prédio. “A gente brincava sempre no corredor do prédio de escolinha, aí um dia o senhor Costa viu a gente brincando e resolveu fazer essa biblioteca. A biblioteca vai ser importante, porque desenvolve o nosso empenho.” Thamyres explica também como funciona a doação dos livros, que já reúne mais de 27 exemplares. “É uma doação dos moradores do condomínio. Quem tiver livros que não são usados mais pode trazer pra cá.”

Incentivo

Para o presidente da Academia Palmense de Letras (APL), Edson Cabral, ações como vão trazer bons frutos para a literatura. “Nosso papel é justamente estimular o hábito nessa era em que a tecnologia afasta as crianças da leitura. O que discutimos muito na academia são as novas atrações para a leitura e essas ações devem ser reconhecidas e difundidas”, explica.

 

Dicas

Como montar uma biblioteca comunitária

O primeiro passo é definir o local, após isso é preciso definir ao menos uma estrutura mínima, com prateleiras, mesa e cadeiras;

O segundo passo é obter as obras que farão parte do acervo. No caso de condomínios, podem ser enviadas cartinhas aos moradores convidando para conhecer o local e avisando onde deixar os livros;

Com os livros na mão, é preciso catalogar, pode ser em um simples caderno, para controle de quem pegar emprestado o livro. A retirada dos livros pode ser gratuita ou ter taxa simbólica.

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