Estado

Funcionário de presídio exibe arma em pizzaria, assusta presentes e é exonerado

Jean Regis foi encaminhado à delegacia juntamente com a arma apreendida, mas solto em seguida

Divulgação
Arma apreendida com agente administrativo em Gurupi

Um agente administrativo, contratado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-TO) e cedido à Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju) foi preso na noite de ontem, por volta das 23h15, por portar arma de fogo ilegalmente.

O Jornal do Tocantins teve acesso ao Boletim de Ocorrência registrado contra o rapaz, posteriormente identificado por Jean Regis dos Santos. De acordo com o documento, ele estava manuseando uma pistola a vista de todos que se encontravam em uma pizzaria na cidade de Gurupi. Foi relatado no boletim de ocorrência que ele retirava o carregador da arma e colocava de volta, sem se preocupar em esconder a arma.

Com medo, os clientes saíram correndo da pizzaria e outras se trancaram dentro do banheiro. Ao ser abordado por uma equipe da Polícia Militar após denúncias, Jean teria negado estar com a arma, mas posteriormente admitiu e disse que estava a serviço no Centro de Reeducação Social Luz do Amanhã e que só tinha deixado o seu posto para "comer uma pizza".

Acontece que a prisão fica em Cariri no Tocantins, a cerca de 21 km de Gurupi.

O documento informa, ainda, que Jean estava alterado, "aparentando estar embriagado" e não portava qualquer documento de identificação. A arma apreendida é da SSP-TO e é utilizada em serviço dentro da unidade prisional.

Consequências

Questionada sobre o episódio, a Seciju informou que após o ocorrido, a Polícia Militar foi acionada e o agente encaminhado, juntamente com a arma em questão para a Delegacia da Central de Flagrantes, onde foram realizados os procedimentos necessários, e o ex-servidor liberado em seguida.

A pasta informou, ainda, que Jean Regis já teve o seu contrato rescindido pela secretaria e não faz mais parte do quadro de servidores do órgão e abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar o fato, já que, como agente administrativo, era proibido de portar arma.

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