Estado

Moradores da Casa do Estudante ocupam UFT em ato contra infraestrutura precária

Ato acontece em Porto Nacional desde está segunda-feira

Nathan dos Santos Alves/Divulgação
Situação da Casa do Estudante em Porto Nacional
Nathan dos Santos Alves/Divulgação

Um grupo de estudantes que reside na Casa do Estudante de Porto Nacional, a 52 km de Palmas, ocupou nesta segunda-feira, 25, o Bloco I do câmpus da Universidade Federal do Tocantins (UFT) da cidade. Eles reivindicam melhorias nas instalações da casa e revisão dos editais de seleção para entrada na residência. 

Segundo os alunos, o local está há anos sem reformas. “Não tem condições de nenhuma pessoa morar na casa”, disse o estudante Nathan dos Santos Alves. Segundo Alves, a estrutura do local está completamente comprometida, há goteiras, água escorrendo pelas instalações elétricas, problemas com o encanamento e torneira, fiações da rede elétrica expostas. 

“Tenho medo até de ir ao banheiro do local com medo que o teto caia. Estou usando o da universidade, que é perto, há um bom tempo”, relata. Outros problemas enfrentados pelos alunos são o esgoto a céu aberto e a presença de animais peçonhentos no local. “Tem uma fossa que está aberta e causa mau cheiro”, relata. 

“Há duas semanas fui vítima de um escorpião. Ele estava no meu quarto e, quando entrei, fui picado”, contou Alves, que estava justamente em uma semana de prova. “Os alunos que vivem aqui não têm condições de ir para outros lugares e procuram estar ali para melhorar de vida. O local está lotado e tem mais gente precisando morar lá, apesar da situação  em que se encontra a casa”, relata. 

Ocupação 

“O bloco da universidade será nossa casa até resolverem os nossos problemas. Ele possuiu uma estrutura que nos atende muito melhor que a Casa do Estudante”, afirma Alves. Os estudantes levaram todos os seus objetos pessoais para o bloco da universidade. 

“A causa é justa e concordo com as reivindicações. Mas também tem o outro lado”, diz a estudante Nívea Mendes de Souza. Segundo a jovem, no bloco ocupado são ministradas aulas de Letras, História e Relações internacionais. Algumas turmas  estariam sem aula desde a segunda-feira, 25.  “ A Casa realmente está caindo aos pedaços. Precisamos que a prefeitura e a Universidade tomem algumas medidas”, declara. 

Sobre a falta de aula, Alves disse que antes de ocuparem o bloco foi feito um levantamento de espaço. “Existe um bloco novinho onde há espaço para os professores darem as aulas que acontecem no bloco que ocupamos” argumenta.

UFT

Em nota, a UFT, por meio da Direção do câmpus de Porto Nacional, respndeu que “entende como um direito do aluno a reivindicação por melhoras na qualidade da moradia e que as aulas no bloco ocupado não foram comprometidas”. A gestão ainda está preocupada com a situação e aberta ao diálogo e ao debater com o movimento estudantil. 

Sobre possíveis bolsas em atraso, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proest) informou que o repasse dos auxílios pela universidade está ocorrendo dentro dos prazos previstos, sendo que todos os dados e prazos de pagamentos de auxílios e bolsas podem ser verificados no Portal da Transparência, informou em nota a UFT. 

Problemas

Os problemas enfrentados na Casa do Estudante de Porto Nacional e das outras casas no Estado não são novidade. Em maio, a Justiça determinou que o Governo do Estado realize obras/serviços de manutenção elétrica e hidráulica na Casa do Estudante de Palmas, por exemplo. Em fevereiro, o JTo mostrou alguns problemas enfrentados na Capital e em Araguaína

*Atualizado às 14h17

 

Nathan dos Santos Alves/Divulgação
Alunos nas salas do bloco I
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