Com mais de quatro meses de espera, a mãe Ariane Leal Costa de Sousa, de 38 anos, decidiu fazer uma rifa para conseguir recurso financeiro e pagar a cirurgia ortopédica do filho que está na fila de cirurgia do Hospital Geral de Palmas (HGP) desde novembro do ano passado.

De acordo com a mãe, Alexandre Leal Costa, de 18 anos, quebrou o osso do punho no ano passado, ao cair de uma arvore no quintal de casa, e foi levado para o HGP em situação de urgência. “Ele passou mais de semana internado e depois teve alta para esperar a cirurgia em casa, aí passou dois meses e nada de ninguém chamar, mesmo o caso sendo de urgência”, explicou Ariane.

A mãe ressaltou que, após dois meses de espera, foi ao Ministério Público do Estado (MPE-TO) e, com isso, seu filho foi chamado pelo HGP e voltou a ser internado, mas mas a cirurgia não foi feita.  “Passamos mais 20 dias lá, mas nada resolvido. Ele só recebia medicação, depois eles deram outra alta sem fazer a cirurgia, para aguardar em casa porque disseram que não era mais urgente, e segundo os médicos a fratura já tinha colado, o osso já colou fora do lugar”, lamentou.

Com todo esse tempo, Costa já está com o punho deformado, devido o osso ter se colado com o tempo e sem o tratamento correto e foi colocado na lista de espera de mais de cinco mil pessoas para cirurgia eletiva comum. No entanto, conforme pesquisa de Ariane com um ortopedista, o caso é reversível. “Eles teriam que quebrar de novo o osso e fazer a cirurgia para colocar no local certo”, informou.

Ariane está vendendo a rifa de um celular pelo valor de R$ 10,00 e do total, tirará somente o dinheiro suficiente para comprar a prenda e todo o lucro será destinado a cirurgia.

De acordo com a mãe, Costa está com consulta marcada para amanhã, 17, em um ortopedista particular, a fim de consultar valores da cirurgia e tratamento.

O Jornal do Tocantins solicitou posicionamento a Secretaria Estadual da Saúde (Sesau) e aguarda retorno.