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Dupla é condenada por homicídio em Porto Nacional

Um dos réus já havia sido condenado por tentativa de homicídio no município

Divulgação
A imagem é meramente ilustrativa.

Respondendo pela prática de homicídio qualificado por motivo torpe e com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, o Tribunal do Júri de Porto Nacional condenou Orlando Edmundo Carvalho, a 15 anos de prisão, e Valdiney Ferreira da Silva, a 14 anos, pelo assassinato de Augusto Gomes de Souza ocorrido em 2016.

Conforme informações do Tribunal de Justiça (TJ-TO), o crime aconteceu no setor São Francisco, em Porto Nacional, a 52 km da Capital. Os condenados invadiram a residência da vítima, sacaram armas de fogo e atiraram em Souza na frente de familiares que estavam presentes.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o crime foi praticado por motivo torpe, "uma vez que os denunciados são envolvidos com facção criminosa em Porto Nacional, tendo como uma das finalidades matar seus desafetos na concorrência pelo tráfico de drogas, bem como com recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que os denunciados, com armas de fogo, investiram de inopino contra a vítima, que estava desarmada, sendo esta pega de surpresa, sem possibilidade de oferecer reação e defesa”, ressaltou o promotor de Justiça Abel Andrade Leal Júnior durante o processo.

O juiz Alessandro Hofmann Teixeira Mendes, que presidiu o Júri, fixou a pena-base em 14 anos de reclusão para os réus. Porém, por ser reincidente, Carvalho terá que cumprir um ano a mais que Silva. Os agora condenados cumprirão suas penas em regime fechado, sendo que Carvalho ficará na Cadeia Pública de Porto Nacional e Silva na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas.

Outra condenação

Em outubro do ano passado, o Tribunal do Júri de Porto Nacional condenou Orlando Edmundo Carvalho pela tentativa de homicídio de Eliana Nara dos Santos Oliveira Albuquerque. Na época, a sentença foi de sete anos, mas como o réu reincidente no crime mais uma vez, a pena teve um acréscimo e ficou em oito anos de prisão em regime fechado.

A tentativa de assassinato ocorreu por brigas de gangues rivais na cidade. O réu era acusado ir até Praça Frei Reginaldo, onde a vítima se encontrava e disparar diversas vezes em 2016.

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