Estado

Aprovação vem com dedicação e renúncia

Estabilidade e bons salários são os atrativos para quem deseja passar em um certame; quem já passou, diz que não existe conquista de uma vaga sem sacrifícios

Lia Mara

Assim que conclui o ensino médio e ingressou no curso de Direito, em 2006, Danilo Canedo Guedes, 29 anos, já sabia que tinha vocação para a carreira pública. Dedicado aos livros, ele conta que na época já deu os primeiros passos e começou a estudar para concursos. Mas a ideia teve influências que vieram de dentro de casa. “Meus irmãos mais velhos já eram concursados, e, sobretudo, também tive o aconselhamento dos meus pais, que sempre me incentivaram”, lembra. E com tantas horas voltadas para os estudos, a resposta veio em forma de aprovação. Guedes passou em 10 concursos públicos, o último foi a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, órgão da Advocacia-Geral da União, onde exerce o cargo de procurador da fazenda.

Mas esse sucesso todo não foi de graça. O jovem relata que no início ele teve algumas dificuldades até aprender a estudar e adquirir o ritmo certo. “Após isso, busquei conferir uma organização maior nos estudos para poder avançar de forma mais efetiva. O estudo desorganizado acaba obstando a assimilação ou enseja um aprendizado “viciado”. Tendemos a estudar só o que gostamos quando, na verdade, o estudo tem que ser estratégico, a depender da relevância e importância que cada matéria possui em um determinado concurso. Nesse sentido, buscava criar um cronograma já pré-determinando, turno de estudo e qual matéria estudar dentro de cada período disponível, isso ainda na faculdade, assim meu aprendizado funcionava melhor”, comenta.

Método

Nessa organização toda, Guedes garante que começava o cronograma com as disciplinas mais relevantes ou com maior peso, para depois estudar as complementares, além de revisar o conteúdo. “Na primeira leitura dos materiais fixamos pouco. No entanto, através da revisão que conseguimos assimilar de forma mais efetiva. Outro ponto de destaque é o treinamento de questões, pois, também, é um vetor de fixação e assimilação do conteúdo lido. Nesse método entram três pontos: leitura da teoria, revisão e muito treinamento de questões”, indica.

E como toda história de quase todo mundo que consegue realizar um sonho, o procurador garante que a dele seguiu as mesmas particularidades. “Sempre digo que não há conquista sem abdicação, sem suor ou luta. Quem optar por estudar para concurso tem que saber que há uma responsabilidade por de trás disso, é uma escolha. Tive momentos de reflexões entre uma etapa de estudo e outra. Creio que é normal para quem estuda por um determinado período pensar em desistir. Primeiro fiz concurso para cargos de níveis fundamentais, após, para a carreira de Analista de Tribunais e Ministério Público. Depois de lograr êxito nessas jornadas, refleti muito se valia a pena continuar a estudar para uma carreira de membro da Advocacia Pública (minha meta final), pois cheguei muito cansado nesse estágio. Porém, continuei firme no propósito e acabou dando tudo certo”, comemora.

 

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