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Rebeca Andrade se equilibra na trave, é ovacionada, mas termina em quarto

Em uma prova que contou com várias quedas, a brasileira recebeu uma nota dura dos árbitros e terminou na quarta colocação

Folhapress

Modificado em 24/08/2024, 21:01

Rebeca Andrade durante a final da trave das Olimpíadas de Paris 2024

Rebeca Andrade durante a final da trave das Olimpíadas de Paris 2024 (Mike Blake/REUTRES/Reprodução UOL)

Rebeca Andrade ficou muito perto de uma medalha na trave, nesta segunda-feira (5). Em uma prova que contou com várias quedas, a brasileira recebeu uma nota dura dos árbitros e terminou na quarta colocação.

Alice D'Amato ganhou com 13,366, seguida da Yaqin Zhou, da China, com 14,100. Manila Esposito, também da Itália, terminou em terceiro, com 14,000, a 0.067 de Rebeca.

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Outra brasileira na final, Julia Soares terminou na sétima posição, depois de uma queda. Foi a primeira final individual dela, que só 18 anos e está em sua primeira edição de Jogos Olímpicos.

A prova

A final começou com duas favoritas tendo dificuldades de se manter em cima da trave. Primeiro foi a chinesa Yaqin Zhou, dona da melhor nota das eliminatórias, que teve um desequilíbrio forte, teve que dar um chute no ar para seguir de pé, e tirou só 14,100 ---pouco para quem teve 14,866 nas eliminatórias.

Depois, foi Sunisa Lee, dos EUA. que chegou a tirar 14,600 na final por equipes e, em tese, seria a principa concorrente de Rebeca por um lugar no pódio. Mas ela teve um tombo feio da trave, no meio da apresentação, e tirou só 13,100, saindo da disputa por medalhas.

Julia Soares veio depois. Iniciou a série dela com o elemento que leva seu nome, subindo na trave apoiando-se pela barriga, e fazia uma apresentação limpa até sofrer uma queda. No fim, ficou com 12,333.Manila Esposito, da Itália, apresentou uma série mais simples, mas sem grandes falhas, e tirou 14,000. Coube a outra italiana, Alice D'Amato, esquentar a briga pelo pódio. Uma série cravada, de nota 14,366, que garantiu no mínimo um lugar no pódio. Ainda faltavam Biles e Rebeca.

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Atual campeão, Botafogo perde no Chile em estreia na Libertadores

Alvinegro faz pouco uso da ampla posse de bola e não consegue gerar perigo para a Universidad de Chile; com gol sofrido em contra-ataque, atual campeão sai derrotado por 1 a 0

Modificado em 03/04/2025, 10:12

Igor Jesus em Universidad de Chile x Botafogo pela Libertadores

Igor Jesus em Universidad de Chile x Botafogo pela Libertadores (Vitor Silva / Botafogo)

Atual campeão da Libertadores, o Botafogo perdeu por 1 a 0 em sua estreia na competição, contra a Universidad do Chile fora de casa nesta quarta-feira (2), no Estádio Nacional, em Santiago.

O gol da La U foi marcado pelo argentino Di Yorio, que teve passagem pelo futebol brasileiro, atuando no Athletico-PR em 2024.

Assim como aconteceu recentemente com seus principais rivais, o Botafogo manteve a sina dos cariocas de estrear mal sendo o atual campeão. Vencedor da Libertadores em 2022, o Flamengo estreou em 2023 perdendo para o Aucas do Equador por 2 a 1. O Fluminense, campeão em 2023, também começou não muito bem a Libertadores do ano seguinte, empatando com o Alianza Lima, do Peru, por 1 a 1.

Com o resultado, o Botafogo fica em 3º lugar no grupo A da Libertadores. O Estudiantes, que venceu o Carabobo por 2 a 0, soma 3 pontos e fica em 1º lugar.

O próximo compromisso do Botafogo será em casa contra o Juventude, no sábado (5), pela 2ª rodada do Brasileirão. Pela Libertadores, o Botafogo volta a campo no dia 8, jogando em casa contra o Carabobo, da Venezuela.

COMO FOI O JOGO

O Botafogo jogou o 1º tempo da partida no Chile como se estivesse em casa. O time carioca teve mais posse de bola e conseguiu pressionar em alguns momentos.

No entanto, a La U se fechou muito bem, saindo em contra-ataques ocasionais e cedeu poucos espaços para o time visitante abrir o placar. O resultado de ambas as propostas foi um 1º tempo bastante morno no Estádio Nacional.

O 2º tempo começou muito truncado, com faltas sendo marcadas a todo instante. Quem quase abriu o placar aos 9 minutos foi a La U, com Di Yorio cabeceando para uma bela defesa de John.

No ataque seguinte, Di Yorio não desperdiçou e abriu o placar para a Universidad do Chile. O atacante argentino recebeu na grande área em jogada de contra-ataque da La U e ficou cara a cara com John, batendo na saída do goleiro botafoguense.

Após o gol, Renato Paiva fez duas substituições imediatas no Botafogo, colocando Elias Manoel e Artur nos lugares de Patrick de Paula e Matheus Martins. No entanto, a Universidad de Chile continuou com seu futebol de retranca, dificultando a vida do Botafogo, que não conseguiu penetrar na defesa chilena. Os chilenos também abusaram da catimba até o apito final que decretou a vitória da La U.

UNIVERSIDAD DO CHILE

Castellón; Calderón, Ramírez, Zaldívia, Hormazábal; Altamirano (Poblete), Díaz (Montes), Sepúlveda, Aránguiz; Di Yorio (Contreras), Fernández (Guerra). Técnico: Gustavo Álvarez.

BOTAFOGO

John; Vitinho, Jair, Barboza, Alex Telles; Gregore, Marlon Freitas (Allan), Patrick de Paula (Elias Manoel); Santi Rodríguez (Jeffinho), Igor Jesus, Matheus Martins (Artur). Técnico: Renato Paiva.

Local: Estádio Nacional, Santiago (Chile)

Árbitro: Esteban Ostojich (Uruguai)

Cartões amarelos: Patrick de Paula, Gregore e Jeffinho (BOT), Fernández, Sepúlveda, Aránguiz e Guerra (UCH)

Cartões vermelhos: Igor Jesus (BOT)

Gols: Di Yorio (UCH), 14' do 2º tempo

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Araguaína e União empatam na ida e decisão fica para o 2º jogo da final

Quem vencer o segundo jogo fica com a taça. Em caso de novo empate, a decisão será nos pênaltis

Modificado em 29/03/2025, 20:50

Araguaína e União empatam no primeiro jogo da final

Araguaína e União empatam no primeiro jogo da final (Vinicius Cantuares /União-TO)

Araguaína e União empataram, por 1 a 1, no primeiro jogo da final do Campeonato Tocantinense, neste sábado (29), no Mirandão, em Araguaína. Douglas Pantera marcou para o União, e Matheus Café garantiu a igualdade para o Araguaína. A partida ficou marcada pelo número expulsos. Após um início de confusão no intervalo, o árbitro Tarcísio Matos expulsou Gustavo Gomes e Negreiros, do União. Pelo lado do Araguaína foram expulsos o goleiro Vagne e o atacante Panambi.

Com a igualdade na ida, a decisão ficou para o segundo jogo. Quem vencer na volta levanta a taça. Em caso de novo empate, a decisão será nos pênaltis.

O jogo

O primeiro tempo foi de equilíbrio no Mirandão. Aos 6, o União chegou com Wanderson, que acabou isolando a chance criada. O Araguaína respondeu aos 8, com Kevin que finalizou da entrada da área. A bola saiu com desvio. Aos 21, Felipe Afonso finalizou no meio do gol, e obrigou o goleiro Vagne, do Araguaína, defender e mandar em escanteio. Aos 34, Douglas Pantera encheu o pé, de fora da área, e abriu o placar para o União.

Aos 41, Kevin recebeu passe em profundidade, invadiu a área e caiu após dividida com o goleiro Davi Guedes, do União -- o árbitro mandou seguir. Aos 46, Davi Guedes tentou impedir a finalização de Panambi e o derrubou na área. O árbitro Tarcísio Matos deu a penalidade para o Araguaína, mas anulou em seguida após os assistentes apontarem impedimento no lance.

O segundo tempo começou com nove de cada lado -- quatro foram expulsos por um início de confusão no intervalo do jogo. O Araguaína perdeu o goleiro Vagne e o atacante Panambi. Já o União ficou sem o meia Gustavo Gomes e o lateral-esquerdo Negreiros. Em desvantagem no placar, o Araguaína passou a pressionar em busca do gol, e ele veio aos 23 após cobrança de falta direto para a área. A bola ficou viva e Matheus Café completou para o gol.

O União, que só se defendia, passou a sair após o gol, mas não chegou a criar chances claras. O Araguaína, também, tentava a virada, mas sem efetividade no último passe.

Agenda

O segundo jogo da final será no próximo sábado (5), às 18h (de Brasília), no Mirandão, em Araguaína - com mando do União, que fez melhor campanha na segunda fase.

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Tribunal espanhol anula condenação de Daniel Alves por agressão sexual

Juízes dizem ver 'lacunas, imprecisões, inconsistências e contradições'; jogador brasileiro havia sido sentenciado a 4 anos e 6 meses de prisão por agressão sexual

Jogador Daniel Alves

Jogador Daniel Alves (Lucas Figueiredo/Divulgação)

O TSJC (Tribunal Superior de Justiça da Catalunha) anunciou nesta sexta-feira a anulação da sentença que condenava Daniel Alves por agressão sexual. O ex-jogador havia sido condenado a 4 anos e 6 meses de prisão, e estava em liberdade condicional desde março do ano passado.

Em documento publicado nesta sexta, o a Seção de Apelações do TSJC afirma que a sentença, de fevereiro de 2024, tem um "deficiências de análise".
A decisão de aceitar o recurso da defesa de Daniel Alves foi tomada por unanimidade entre os membros da sala.

A decisão afirma, também, que "A partir da prova produzida, não se pode concluir que tenham sido superados os padrões exigidos pela presunção de inocência" e lembra que as sentenças condenatórias exigem um "padrão reforçado de motivação".

A acusação particular ---representante da mulher que denuncia o jogador --- e o Ministério Público espanhol ainda podem apresentar recurso.

Ainda no comunicado publicado nesta sexta-feira, o TSJC afirma que o fato de ter anulado a sentença "não significa que a hipótese verdadeira seja a que sustenta a Defesa do acusado.

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Ramón é o primeiro técnico estrangeiro campeão pelo Corinthians após quase 90 anos

O último a conseguir o feito foi o português Antônio Pereira, um dos operários fundadores da agremiação, campeão estadual em 1937.

Modificado em 28/03/2025, 11:31

Ramón Díaz, técnico do Corinthians

Ramón Díaz, técnico do Corinthians (Juan Mabromata/ Reprodução)

Ramón Díaz, 65, não é unanimidade entre a torcida do Corinthians. Seus métodos, suas decisões táticas e, principalmente, suas escalações são sempre questionadas por boa parte dos torcedores. Mas, a partir de agora, há algo inquestionável que o faz ficar marcado para sempre na história da equipe. Com a conquista do Campeonato Paulista 2025, é o primeiro técnico estrangeiro campeão pelo clube em quase 90 anos.

A conquista teve um peso ainda maior por ter sido alcançada diante do Palmeiras, o maior rival da equipe alvinegra, e diante dos torcedores corintianos, que lotaram a Neo Química Arena nesta quinta-feira (27).

O último a conseguir o feito foi o português Antônio Pereira, um dos operários fundadores da agremiação, campeão estadual em 1937.

Fundado em 1910, o time do Parque São Jorge teve até hoje 19 técnicos estrangeiros, sendo sete deles na era amadora, quando não havia formalmente a função de treinador. A função, geralmente, era dos capitães do time. Isso durou até o começo dos anos de 1930.

Pereira foi o único campeão já depois dessa fase. Antes, na era amadora, o espanhol Casemiro González e os italianos Guido Giacominelli, Ângelo Rocco e Virgílio Montarini também foram campeões pelo clube.

Ramón, que notadamente divide seus méritos com seu filho e auxiliar Emiliano, é portanto o primeiro sul-americano a se juntar à galeria dos vencedores.

Em 2024, quando foi contratado, tornou-se o 19º estrangeiro a comandar o Corinthians. A lista tem nomes de seis países diferentes: Argentina, Espanha, Itália, Paraguai, Portugal e Uruguai.

Antes da comissão técnica da família Díaz, o último argentino a comandar a equipe foi Daniel Passarela, em 2005. Contratado na época para substituir Tite, teve uma passagem meteórica, de apenas dois meses, com 15 jogos (7 vitórias, 4 empates e 4 derrotas).

O fracasso deu início a uma era em que os dirigentes corintianos passaram a repelir a ideia de um técnico de fora do país dirigir o time alvinegro. Isso só mudou recentemente, em 2022, quando o português Vítor Pereira desembarcou no Parque São Jorge.

Com 64 jogos e 51,6% de aproveitamento, ele quase antecipou o feito alcançado agora por Ramón, mas só conseguiu um vice-campeonato, quando o Corinthians acabou derrotado pelo Flamengo na final da Copa do Brasil de 2022. No ano seguinte, ele se transferiu justamente para o time carioca.

O futuro de Ramón Díaz no Corinthians é incerto. Depois de ajudar o time a escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2024, com uma histórica arrancada, o time fez sob o comando dele a melhor campanha da primeira fase do Paulista, mas acabou eliminado na fase preliminar da Libertadores.

Se tivesse perdido o título estadual para o Palmeiras, sua situação certamente ficaria insustentável. Com o troféu na mão, ganhou mais tranquilidade para seguir no comando e iniciar o Brasileiro de 2025 à frente do elenco alvinegro.

De qualquer forma, seu tempo no Parque São Jorge já está marcado pela histórica conquista desta quinta, diante do maior rival do Corinthians.

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