Após matéria do Jornal do Tocantins mostrando que mesmo após o calendário nacional de provas do ciclismo brasileiro ter sido cancelado pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), em Palmas os atletas estavam organizando rachões de estrada e mountain biker (MTB) para os fianis de semana de julho, os ciclistas palmenses decidiram cancelar os eventos.
 
Programados para dia 19 de julho, com largada às 7 horas próximo à Praia das Arnos na modalidade estrada e outro no dia 26 de julho, na modalidade MTB, em Taquaralto, os eventos foram cancelados por deliberação dos atletas participantes, segundo Juliano Veiga, ciclista e organizador de provas na Capital.  Conforme o atleta, como as provas não tinham uma organização centralizada os atletas decidiram cancelar o evento após a matéria do JTo, “pensando no bem comum”.
 
Ciclistas criticaram matéria
 
Vários ciclistas enviaram mensagem ao jornalista Lailton Costa, coordenador de conteúdo do jornal e também ciclista, criticando a divulgação da matéria, que causou o cancelamento das provas simuladas.  Segundo as mensagens o rachão é só mais um treino, embora com incentivo em dinheiro e, mesmo com premiação, inscrição paga no local, largada e chegada e pódio para entrega de prêmios, não estaria configurada uma prova clandestina. No entendimento da categoria, a forma como divulgada contribui para criar animosidade da sociedade com o esporte.
 
O jornalista reforça que cumpriu seu dever, expresso no código de ética dos jornalistas, que consigna como tarefa a divulgação dos fatos e as informações de interesse público. Costa lembra que durante a apuração para a matéria sobre o cancelamento prova da Norte-Nordeste em Palmas, a única prova do calendário nacional de ciclismo prevista para Palmas, teve acesso às informações sobre as provas clandestinas no final de semana e noticiou o fato.