Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes ao mês de junho, apontam na região que integra os estados do MATOPIBA, apenas o Tocantins com uma ligeira variação para baixo no que diz respeito a produção de soja em grãos (-6,3%), se comparado com o mesmo período do ano anterior. Os demais, trazem aumentos expressivos: Piauí (12,2%), Bahia (12,6%) e Maranhão (4,4%). O estado registrou neste periodo, na safra de 2020 e 2021, 3.055.467 e 2.863.204 toneladas respectivamente. As informações fazem parte do  Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) realizado mensalmente pelo orgão. 

O Supervisor de Pesquisas Agropecuárias do IBGE no Tocantins, Roniglese Tito, enfatiza que no caso específico da soja, nos últimos anos, o estado vem anotando crescimento não apenas na quantidade produzida, mas também no rendimento médio, o que segundo ele é muito importante, pois significa produzir mais com menos abertura de áreas novas. “Essa ligeira variação pode ser considerada como normal. Variações climáticas de um ano para o outro, por exemplo, podem implicar no rendimento que se obtém em uma determinada área plantada. Outro aspecto importante é que o ano de 2020 foi atípico em vários setores da economia. Vale considerar que a própria previsão de safra pelos grandes produtores é fortemente influenciada pelos cenários da economia nacional e internacional, que no ano passado, no contexto de preparação do solo e plantio, estava fortemente pressionada pelos efeitos da Pandemia da Covid 19. A tendência para este ano é uma ligeira variação para baixo, em função deste cenário”, explicou.

Ainda referente ao mês de junho, em relação a área plantada no Tocantins, no mesmo período, foi possível verificar uma variação de 2,4%, registrando 981.101 hectares na safra de 2020 e 1.004.640 em 2021. “Trata-se de um momento importante, principalmente para a cultura da soja, cuja colheita já se encerrou. Para o milho, por exemplo, os dados para o mês de julho ainda serão importantes, em função das informações referentes a segunda safra, ou o milho safrinha, como é conhecido”, explicou o supervisor.

Segundo Roniglese, o LSPA corresponde a uma estimativa, do que se espera que seja plantado e colhido, um levantamento sistemático atualizado em relação aos meses anteriores. “É feito o acompanhamento mês a mês dos principais produtos de nossa agricultura, no que se refere a estas três variáveis: área e quantidade colhida e, consequentemente, o rendimento médio”. Segundo o instituto, o levantamento tem como base critérios de importância econômica e social para o país. Vale destacar que no fim do ano são fechados os valores absolutos de cada produto. Ainda de acordo com o supervisor, as pesquisas do IBGE relacionadas ao setor agrícola levam em consideração o calendário civil, ou seja, a área e a quantidade colhida, além do rendimento médio de um determinado produto, de janeiro a dezembro.