O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discutiu ao menos três cenários de reajuste para o Bolsa Família, mas acabou escolhendo a correção linear dos benefícios. A opção é mais onerosa para as contas e vista por técnicos como menos eficiente em termos de desenho do programa, mas contempla um maior número de beneficiários às vésperas da eleição. Nesta quinta-feira (17), o presidente editou um decreto para reajustar em 15,04% os benefícios do programa. O pagamento mínimo por família vai subir de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, mês das eleições. O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) já vinha discutindo alternativas de reajuste desde o primeiro semestre, mas ainda não havia previsão de avanço. As propostas foram adiante somente nas últimas semanas e passaram pelo crivo dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, que mapearam o espaço fiscal possível para acomodar a medida.