SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que o aumento de 15% no Bolsa Família, anunciado nesta semana, a menos de um mês das eleições presidenciais, tenha caráter meramente eleitoreiro. Segundo ele, a medida "não implica aumento geral da despesa" do governo federal e apenas reajusta o benefício pela inflação "para garantir o poder de compra" das famílias beneficiárias do Bolsa Família. "Nós fizemos o dever de casa, não houve crédito extraordinário como no governo passado, não estamos falando em dar calote nos precatórios e nos governadores. O aumento já está cabendo no Orçamento brasileiro", afirmou o chefe da equipe econômica em entrevista veiculada neste sábado (19) pela CNN Brasil. O governo federal detalhará na próxima quinta-feira (24) o pacote de medidas fiscais que permitirão o aumento do Bolsa Família. Espera-se que a medida gere impacto de R$ 5,8 bilhões no Orçamento deste ano e de R$ 22,7 bilhões no do próximo ano, conforme estimativas do Palácio do Planalto.