(Marcello Casal Jr. / Agência Brasil) Um saque em dinheiro no valor de R$ 500 mil pode parecer, à primeira vista, apenas uma movimentação financeira de grande porte. No entanto, operações desse tipo acionam o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e podem, eventualmente, chegar ao radar de órgãos como a Polícia Federal. Na semana passada, uma deputada estadual entrou na mira da Polícia Federal após fazer um saque deste valor em Palmas. De acordo com o professor de Direito Penal e advogado Jander Araújo Rodrigues, a atenção não recai necessariamente sobre a ilegalidade do saque em si, mas sobre o seu caráter atípico. Segundo normas do Banco Central, operações em espécie a partir de R$ 50 mil exigem comunicação prévia e estão sujeitas a monitoramento. Bancos e outras instituições financeiras são obrigados por lei a informar o Coaf sobre movimentações financeiras que fujam do comum”, explica.