Procurada pelo POPULAR, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse que frequentemente usa o acidente radiológico de Goiânia com o césio 137 como um dos estudos de caso em treinamentos sobre preparação e resposta a emergências para seus Estados-membros. Estudos publicados pela organização demonstram que Goiânia ajudou a transformar o Azul da Prússia de um tratamento teórico em um protocolo mais baseado em evidências. O Azul da Prússia é um pigmento inorgânico sintético de cor azul-escura profunda, quimicamente conhecido como ferrocianeto férrico. De acordo com o documento “Aspectos dosimétricos e médicos do acidente radiológico em Goiânia em 1987”, publicado pela AIEA em 1998, o caso de Goiânia ajudou a mostrar quando usar o medicamento, como ele atua no corpo e quais resultados esperar, especialmente em diferentes faixas etárias.