O Ministério Público do Tocantins (MPTO) pediu a suspensão imediata dos atos administrativos que autorizaram a terceirização da gestão das UPAs Norte e Sul, em Palmas. A manifestação foi apresentada em uma Ação Popular, nesta segunda-feira (6), que questiona a legalidade do contrato entre a Prefeitura de Palmas e a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba. De acordo com o MPE, o contrato prevê repasses anuais acima de R$ 139 milhões e pode alcançar cerca de R$ 700 milhões ao longo de cinco anos. Para a promotoria, os valores representam um aumento de até 800% em relação a custos anteriores sem ampliação proporcional dos serviços. O MPE também aponta dúvidas sobre a idoneidade da organização social escolhida. De acordo com a manifestação, a entidade acumula sete contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.