Milhares de pessoas foram avaliadas na época (Reprodução/Cara) A radiação liberada no acidente com o Césio-137 em Goiânia (GO), em 1987, não apresentava sinais perceptíveis ao corpo humano, o que impediu que vítimas identificassem o risco durante os primeiros contatos com o material contaminado. O tema voltou ao centro das discussões após a repercussão de uma produção da Netflix, que retrata o acidente e reacende dúvidas sobre como o material se espalhou. O elemento radioativo não possui cheiro, cor ou som. A substância também não provoca dor imediata ao toque. Essas características dificultaram a percepção do perigo e permitiram que pessoas manipulassem o material sem qualquer desconfiança. No caso do Césio-137, o pó emitia um brilho azul em ambientes escuros, o que despertou curiosidade e levou à manipulação direta por moradores. Sem informação sobre o risco, o material passou de mão em mão e chegou a ser compartilhado entre familiares e vizinhos.