Fachada do Conselho Nacional de Justiça (Divulgação/CNJ) A batalha pela vida enfrentada pelo casal tocantinense Hallys Rodrigues de Aguiar, de 39 anos, e Ildene Soares Pires Aguiar, de 43 anos, agora ocorre nos tribunais. Após a mudança estratégica de Palmas para Londrina (PR) em busca de uma terapia inexistente em seu estado de origem, a família enfrenta um obstáculo jurídico: a negativa inicial da Justiça para o fornecimento do medicamento de alto custo considerado essencial pelos médicos particulares. A decisão despertou dúvidas sobre os motivos que levam o Judiciário a rejeitar pedidos em casos de tamanha gravidade. Conforme os documentos do processo, a negativa não questiona o diagnóstico ou a urgência da situação de Ildene, mas se sustenta no descumprimento de requisitos técnicos estabelecidos pelos tribunais superiores para que o Estado arque com tratamentos fora da lista oficial do Sistema Único de Saúde (SUS).