Luciano Ferreira da Silva e Silva tinha 28 anos e trabalhava como monitor escolar e fazia diária como garçom na praia (Arquivo pessoal/Lindomar Gomes da Silva) Apenas 22 dias antes de ser morto com um tiro no umbigo durante uma confusão na temporada de praia em Couto Magalhães, Luciano Ferreira da Silva e Silva, de 28 anos, obteve na Justiça Federal o reconhecimento de sua incapacidade total para o trabalho. Em entrevista exclusiva ao O Popular, o pai da vítima apresentou o acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), assinado em 27 de junho, que reformou uma sentença anterior para garantir ao jovem o benefício previdenciário. Luciano vivia como Pessoa com Deficiência (PCD) desde 2017, após um grave acidente deixá-lo 46 dias em coma. O documento jurídico cita laudo pericial detalhando a lesão no plexo braquial esquerdo e epilepsia. A sequela física impedia qualquer movimento no braço esquerdo do jovem. "O braço esquerdo dele não tinha movimento nenhum. Para levantar, ele precisava pegar com a outra mão. Como um menino nessas condições agrediria ou tentaria tomar a arma de um policial?", questiona o vereador Lindomar Gomes da Silva, o Preto das Máquinas.